Moçambique: Banco Mundial apoia projetos juvenis com 1,6 ME
21 de fevereiro de 2026
O Banco Mundial vai disponibilizar este ano 1,6 milhões de euros para apoiar programas de empreendedorismo de mais de 70 mil jovens moçambicanos. O anúncio foi feito pelo ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, à margem da reunião do Conselho Interministerial para a Área da Juventude.
"Sobre o empreendedorismo, como Governo já começámos a trabalhar para lançar aquilo que são os concursos no sentido de subvenção para jovens. Este ano haverá mais de 70 mil jovens que terão subvenções para continuarem com aquelas atividades de empreender", declarou.
Apoio inclui capacitação técnica
De acordo com o governante, o fundo vai ser disponibilizado pelo Banco Mundial, num programa que inclui também a capacitação técnica dos beneficiários.
"A verba que o Governo tem disponível, nós estamos a trabalhar com o Banco Mundial, nós estamos com números mais ou menos acima de 2 milhões de dólares (1,6 milhões de euros) e este valor abrange o projeto todo, que é fazer chegar aos jovens este valor e também engloba a questão da formação destes jovens, porque é preciso capacitá-los para receberem essas subvenções", afirmou.
Na mesma reunião do Conselho Interministerial para a Área da Juventude, órgão multissetorial dirigido pela primeira-ministra de Moçambique, Maria Benvinda Levi, foi aprovado o plano de atividades para 2026 e o relatório de execução de 2025, que será submetido à Assembleia da República em março.
Na sessão, a primeira-ministra defendeu que o acesso ao financiamento deve ser acompanhado de capacitação adequada.
"Estamos conscientes que, mais do que ter recursos financeiros, é preciso saber como usá-los de forma correta para responder àquelas que são as nossas necessidades, mas também os nossos projetos do futuro", sublinhou Maria Benvinda Levi.
Aposta no empreendedorismo
Maria Benvinda Levi destacou a importância de reforçar as incubadoras como instrumento de capacitação, incluindo no turismo juvenil.
A primeira-ministra salientou que a aposta no empreendedorismo é uma resposta à limitação do emprego formal, mas advertiu que o sucesso das iniciativas depende de formação técnica consistente e não apenas de boa vontade. "É necessário uma formação básica e não apenas boa vontade ou amadorismo, como hoje ocorre", concluiu.