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PolíticaBurkina Faso

Traoré diz que Burkina Faso deve "esquecer" a democracia

Redação DW África com APF, Reuters
4 de abril de 2026

O líder militar do Burkina Faso afirmou que "as pessoas têm de esquecer a democracia" e que "a democracia mata". Ibrahim Traoré tomou o poder num golpe de Estado em setembro de 2022.

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Russland Moskau 2025 | Wladimir Putin trifft Ibrahim Traoré zum 80. Jahrestag des Sieges
Foto: Stanislav Krasilnikov/RIA Novosti/Anadolu/picture alliance

O povo de Burkina Faso deve "esquecer" a democracia, afirmou o líder da junta militar do país, no mais recente indício de que pretende governar a longo prazo.

O capitão Ibrahim Traoré assumiu o poder num golpe de Estado em setembro de 2022, após derrubar outra junta, e tem reprimido severamente as vozes dissidentes desde então.

O governo militar dissolveu a comissão eleitoral do país no ano passado e, em fevereiro, o parlamento liderado pela junta dissolveu todos os partidos políticos, cujas atividades estavam suspensas desde 2022.

O governo militar de Traoré tinha-se inicialmente comprometido a organizar eleições em 2024. No entanto, um ano após o golpe, afirmou que não haveria eleições até que o país — que há mais de uma década luta para conter as insurreições islâmicas ligadas à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico — estivesse suficientemente seguro para que todos pudessem votar.

Quando questionado sobre as eleições durante uma mesa redonda com jornalistas transmitida pela televisão estatal, Traoré afirmou que a sua administração estava focada noutros desafios.

"Para começar, nem sequer estamos a falar de eleições. As pessoas precisam de esquecer a questão da democracia. Temos de dizer a verdade: a democracia não é para nós", sublinhou.

Invocando o exemplo da Líbia, onde afirmou que forças externas tentaram "impor a democracia", acrescentou que "a democracia mata".

Desde que chegou ao poder, a junta, que é hostil aos países ocidentais e, em particular, à França, proibiu ou suspendeu inúmeros meios de comunicação internacionais e expulsou alguns dos seus jornalistas.

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