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Chapo destaca setores-chave para criação de emprego

13 de setembro de 2025

O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, destacou agricultura, agronegócio e turismo como setores-chave para gerar empregos, em encontro com o vice-presidente do Banco Mundial sobre investimentos.

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Daniel Chapo durante a cerimónia de tomada de posse como Presidente moçambicano em janeiro de 2025
O presidente moçambicano teve, em Maputo, um encontro com o vice-presidente do Banco Mundial, Ndiamé Diop, no qual foram discutidas, entre outros, oportunidades de investimentos (Foto de arquivo)Foto: Carlos Uqueio/AP Photo/picture alliance

O Presidente de Moçambique apontou a agricultura, agronegócio e turismo como áreas estratégicas para a criação de empregos no país, durante um encontro com o vice-presidente do Banco Mundial para discutir oportunidades de investimentos no país africano.

"O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, apontou hoje a agricultura, o agronegócio e o turismo como alguns dos setores estratégicos para a criação de empregos em Moçambique, defendendo que a agenda laboral deve orientar todas as políticas de desenvolvimento", lê-se num comunicado da Presidência de Moçambique, enviado à comunicação social.

O presidente moçambicano manteve na sexta-feira (12.09), em Maputo, um encontro com o vice-presidente do Banco Mundial, Ndiamé Diop.

Daniel Chapo "insistiu" na necessidade de desenvolver a agricultura, agronegócio e turismo para criar empregos". "Nós concordamos com ele (...). A agenda de empregos deve ser o centro em tudo o que fazemos", afirmou Ndiamé Diop.

Segundo o documento, Diop destacou ainda a necessidade de fortalecer os corredores de desenvolvimento e de força laboral, para apoiar a criação de competências necessárias ao investimento do setor privado e auxiliar as áreas do turismo, agricultura, comércio regional e integração digital no país.

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"Nós tivemos um encontro muito bom com o Presidente nestes assuntos, onde reiteramos estas prioridades e discutimos também sobre as condições e os desafios que Moçambique está enfrentando atualmente", acrescentou o responsável.

O vice-presidente do Banco Mundial reiterou ainda o compromisso de apoiar Moçambique "com sentido de urgência", reconhecendo a importância destes desafios para o país, segundo o comunicado.

O Banco Mundial anunciou em 01 de setembro 201 milhões de dólares (171,7 milhões de euros) para financiar programas de preparação e respostas a emergências no sistema de saúde em Moçambique.

"Esta iniciativa reflete o compromisso regional, global e nacional para que se invista nos sistemas de saúde e se invista na saúde dos moçambicanos (...). Este projeto é uma subvenção de 201 milhões de dólares [171,7 milhões de euros]", disse o chefe dos Projetos da área de Saúde do Banco Mundial, João Pires.

O responsável falava em Maputo durante o lançamento do projeto "Preparação, Resposta e Resiliência para Emergências de Saúde", financiado pelo Banco Mundial e que visa reforçar a resiliência do sistema de saúde moçambicano, promovendo uma melhor preparação e resposta multissetorial a emergências de saúde pública, incluindo surtos epidémicos e catástrofes naturais, avançou.

Ao intervir na mesma cerimónia, o ministro da saúde moçambicano explicou que a iniciativa visa estabelecer plataformas de gestão de informações de recursos humanos de saúde digital, desenvolver currículos para especializações médicas, de enfermagens e de outros profissionais de saúde e criar um portal de emprego para permitir um recrutamento de recursos humanos de saúde eficiente.

O financiamento tem o objetivo também de fornecer bolsas de estudos e subsídios para formação ao nível de doutoramento, mestrado, especializações e pós-graduação com a intenção de incentivar os profissionais de saúde para a formação e desenvolver habilidades na área de saúde digital.

Última atualização em 22 de setembro de 2025, às 15:19 (Tempo Universal Coordenado - UTC). 

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