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Guiné-Bissau: Vários militares detidos após alegado golpe

1 de novembro de 2025

Forças Armadas da Guiné-Bissau anunciam detenção de vários militares na sequência de uma alegada tentativa de golpe de Estado perpetrada por generais e oficiais de alta patente do Exército.

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Foto de arquivo
Forças armadas guineenses (foto de arquivo)Foto: Djariatú Balde/DW

"Este lamentável episódio, no qual estão envolvidos alguns generais e oficiais de alta patente das nossas Forças Armadas, põe em risco a paz e a estabilidade tão desejadas para o desenvolvimento socioeconómico e a captação de investimento estrangeiro", afirmou o chefe da Divisão Central de Recursos Humanos e Pessoal, Fernando Gomes da Silva, em comunicado de imprensa, conforme noticia o jornal "O Democrata".

Durante a conferência de imprensa, o porta-voz militar exibiu gravações que, segundo disse, comprovam a tentativa de golpe, que descreveu como "acontecimentos reais e inaceitáveis". A investigação prossegue para identificar todos os envolvidos e levá-los à justiça.

Da mesma forma, o Estado-Maior garantiu que não permitirá "distúrbios ou desordem" no processo eleitoral em curso e que manterá fortes medidas de segurança para garantir que o mesmo decorre normalmente.

"As Forças de Defesa e Segurança advertem que não permitirão qualquer interferência de indivíduos ou grupos, através de ações de manipulação psicológica, redes sociais ou outros meios de comunicação, com o objetivo de desestabilizar ou desacreditar a liderança militar", refere o comunicado.

Nesta imagem, Bissau, a capital guineense
Alegada tentativa de golpe na Guiné-Bissau vem a poucas semanas do pleito presidencial. Nesta imagem, Bissau, a capital guineenseFoto: Alison Cabral/DW

"Armas, veículos e coletes à prova de bala"

Um dos detidos é o Brigadeiro-General Dabana Na Walna, que terá solicitado armas, veículos e coletes à prova de bala, aproveitando a sua posição de instrutor num centro de formação, para posteriormente os utilizar no alegado plano de golpe de Estado, liderado pelo Presidente Umaro Sissoco Embaló.

Um dia antes destas detenções, e no meio de relatos de crescente instabilidade, Simões Pereira, o principal opositor do atual Presidente, declarou que nunca teve a intenção de derrubar a ordem constitucional.

"Os meus colegas e eu, aqueles que me acompanham, comprometemo-nos desde o início das nossas carreiras a utilizar apenas mecanismos democráticos, porque o partido político é o único instrumento que temos à nossa disposição", declarou em conferência de imprensa, também noticiada pelo jornal "O Democrata".

Embaló tomou posse em 27 de fevereiro de 2020, depois de vencer a segunda volta contra Simões Pereira, que foi apoiado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), partido no poder que liderava o país desde a sua independência de Portugal em 1974.

 *** A delegação da agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. A cobertura está a ser assegurada à distância *** 

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