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EUA fornecem equipamento militar à Nigéria

13 de janeiro de 2026

Envio surge na sequência dos ataques aéreos que Abuja e Washington levaram a cabo em dezembro contra o grupo extremista Estado Islâmico. AFRICOM diz que entrega reforça "aliança em matéria de segurança".

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Ação conjunto da Nigéria e EUA de combate ao EI
Ataques foram realizados a partir de um navio da Marinha dos Estados Unidos destacado no Golfo da GuinéFoto: U.S. Department of War/REUTERS

Os Estados Unidos forneceram equipamento militar à Nigéria na sequência dos ataques aéreos conjuntos de dezembro contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI), no noroeste do país africano.

O anúncio foi feito, esta terça-feira (13.01), pelo Comando Militar dos Estados Unidos em África (AFRICOM), na rede social X:

"As forças norte-americanas entregaram suprimentos militares essenciais aos nossos parceiros nigerianos em Abuja, [capital da Nigéria]", declarou o AFRICOM, sem especificar a data da entrega nem o tipo de equipamento fornecido, salientando que esta entrega apoia as operações em curso no país e reforça a "aliança em matéria de segurança".

O fornecimento foi comunicado após os bombardeamentos aéreos da Nigéria apoiados pelos Estados Unidos que, segundo o governo nigeriano, em 26 de dezembro atingiram dois acampamentos ligados ao EI na floresta de Bauni (noroeste) e atingiram combatentes estrangeiros provenientes do Sahel.

Segundo o Pentágono, os ataques exigiram o lançamento de uma dezena de mísseis 'Tomahawk' a partir de um navio da Marinha dos Estados Unidos destacado no Golfo da Guiné e causaram múltiplas vítimas no estado de Sokoto, perto da fronteira com o Níger.

Em novembro, o Presidente norte-americano, Donald Trump, denunciou, sem apresentar provas, um suposto massacre de cristãos na Nigéria, anunciou a designação do país como "de especial preocupação" - categoria reservada para nações envolvidas em "graves violações da liberdade religiosa" - e ameaçou com uma possível intervenção militar. 

O Governo nigeriano tomou nota dessas declarações, mas afirmou que elas "não refletem a realidade no terreno". 

O nordeste da Nigéria sofre ataques do grupo terrorista Boko Haram desde 2009, uma violência que se agravou a partir de 2016 com o surgimento de sua dissidência, o Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP).

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