Governo: Mau tempo trava operações de resgate em Moçambique
16 de janeiro de 2026
"Por mais que os meios aéreos estejam disponíveis, as condições climatéricas não permitem sobrevoar. Portanto, vamos aguardando a melhoria das condições climatéricas que possam permitir a circulação rodoviária e também a navegabilidade aérea", declarou Daniel Chapo, momentos antes da sessão extraordinária do Conselho de Ministros, em Maputo, para avaliar a atual situação.
Apesar das atuais condições climatéricas, o Governo moçambicano assegura que continuam a ser feitos esforços no terreno para responder à situação e minimizar os impactos sobre as populações sitiadas.
"Enquanto isso, temos feito tudo para salvar as populações que se encontram sitiadas e esta questão de pessoas sitiadas temos feito assistência em duas formas: uma é resgatar as pessoas, mas enquanto não conseguimos resgatar, temos feito assistência alimentar", disse o Presidente moçambicano.
O chefe de Estado anunciou ainda que a partir de amanhã (17.01) equipas multissetoriais serão destacadas para as zonas críticas, no quadro dos esforços para salvar vidas e reforçar a resposta humanitária.
"Reitero a minha solidariedade a toda a população vítima de cheias e inundações e, se tudo correr, bem amanhã vamos deslocar-nos a Gaza, Inhambane e Sofala, portanto principlamente o sul e o centro", disse ainda Chapo.
Quase cem mortos desde outubro
Na atual época chuvosa, morreram pelo menos 94 pessoas desde outubro de 2025, de acordo com os números mais recentes divulgados pelas autoridades.
Segundo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), as chuvas estão a afetar "quase todo o país", verificando-se "cheias, inundações e erosão" que destruíram totalmente 1.088 casas e parcialmente mais 2.701 e mais de 19 mil residências encontram-se inundadas.
Atualmente, o INGD mantém 10 centros de acolhimento, que albergam perto de 4.500 pessoas deslocadas. As informações referem-se ao período entre 21 de dezembro e 13 de janeiro.