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Guiné-Bissau: Vieira pede missão de observação robusta da UE

21 de outubro de 2025

Candidato João Bernardo Vieira pede à UE uma missão de observação eleitoral "antecipada e robusta", denunciando violações constitucionais e repressão política na Guiné-Bissau. Eleições estão marcadas para 23 de novembro.

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João Bernardo Vieira
Candidato presidencial guineense solicita observadores antecipados da União Europeia Foto: Privat

O candidato independente às eleições presidenciais da Guiné-Bissau, João Bernardo Vieira, enviou uma carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, solicitando o envio urgente de uma missão de observação eleitoral "antecipada e robusta" para monitorizar as atividades pré-eleitorais no país. As eleições gerais, presidenciais e legislativas, estão marcadas para 23 de novembro de 2025.

Na carta, Vieira denuncia uma "crescente crise democrática e constitucional" sob o atual regime, criticando a prorrogação "unilateral" do mandato presidencial, em violação à Constituição. Segundo o candidato, essa decisão representa "um sério ataque à ordem democrática"e demonstra a intenção do governo de iniciativa presidencial de "se perpetuar no poder" apesar do "descontentamento generalizado da população".

O opositor também alerta para a repressão contra a imprensa estrangeira, citando as restrições impostas à RTP, e critica o afastamento do candidato do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, da corrida presidencial, classificando a medida como "um ato flagrante de repressão política” que compromete a transparência do pleito de novembro.

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João Bernardo Vieira pede à União Europeia não apenas a presença antecipada de observadores, mas também apoio às organizações da sociedade civil, partidos de oposição e meios de comunicação independentes.

"O povo da Guiné-Bissau olha para a União Europeia não apenas como um parceiro de desenvolvimento, mas como um guardião dos valores democráticos e dos direitos humanos", escreveu o ex-secretário de Estado das Telecomunicações.

A carta conclui com um apelo para que Bruxelas envie um "forte sinal" contra violações constitucionais e repressão política, reafirmando o compromisso do candidato com um processo democrático pacífico.

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Braima Darame - Jornalista DW
Braima Darame Jornalista da DW África