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Irão: Trump diz que acordo está "praticamente negociado"

Redação DW África com agências
24 de maio de 2026

O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irão continuam a correr bem, visando a possível assinatura de um acordo "de princípio", mas avisou que manterá até lá o bloqueio aos portos iranianos.

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Presidente dos EUA, Donald Trump
Donald Trump avisa que, até a assinatura de um acordo "de princípio", manterá até lá o bloqueio aos portos iranianosFoto: Alex Brandon/AP Photo/dpa/picture alliance

"As negociações estão a decorrer de forma ordenada e construtiva", disse Donald Trump na sua plataforma Truth Social, advertindo contra precipitações. "Informei os meus representantes para não se apressarem a fechar um acordo, pois o tempo está do nosso lado”, acrescentou.

Assim, Trump assegurou que o bloqueio dos EUA no perímetro de Ormuz, em retaliação ao bloqueio do estreito pelo Irão, "permanecerá em vigor até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado".

"Ambos os lados precisam de ir com calma e fazê-lo bem. Não pode haver erros", acrescentou Trump.

Segundo a imprensa, o acordo que os Estados Unidos e o Irão estão prestes a concluir incluiria a reabertura do estreito de Ormuz, o levantamento das sanções contra o Irão, o descongelamento dos fundos iranianos bloqueados e uma trégua de 60 dias para negociar um pacto nuclear.

A proposta tem sido criticada por alguns senadores republicanos, que acreditam que os Estados Unidos estariam a ceder demasiado à República Islâmica.

Na sua mensagem, Trump defendeu-se e assegurou que isto será melhor do que o acordo nuclear que o então Presidente democrata Barack Obama concluiu com o Irão em 2015, e que o republicano considera "um dos piores" que os Estados Unidos alguma vez assinaram.

Qualquer acordo final inclui questão nuclear

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou este domingo (24.05) estar de acordo com o presidente dos EUA quanto à necessidade de "eliminar o perigo nuclear" do Irão e de preservar o "direito de Israel a defender-se" no Líbano.

"O presidente Trump e eu concordámos que qualquer acordo final com o Irão deve eliminar o perigo nuclear", escreveu Netanyahu. "Isso significa desmantelar as instalações de enriquecimento nuclear do Irão e retirar o seu material nuclear enriquecido do seu território."

O Irão tem insistido no direito de manter o programa nuclear, negando categoricamente que este tenha como objetivo o desenvolvimento de uma arma nuclear.

A comunicação social iraniana noticiou que um dos principais pontos de discórdia nas negociações é a insistência de Teerão em que qualquer acordo inclua todos os conflitos na região, nomeadamente o Líbano, que foi arrastado para a guerra depois de o Hezbollah, apoiado pelo Irão, ter atacado Israel em resposta aos ataques contra o Irão.

Desde então, Israel invadiu o sul do país e continua a realizar ataques na região, apesar de um acordo de cessar-fogo, afirmando que tem como alvo o Hezbollah.

Navios no Estreito de Ormuz
Fecho do Estreito de Ormuz fez com que os preços globais da energia disparassemFoto: Kyodo/picture alliance

"O presidente Trump também reafirmou o direito de Israel a defender-se contra ameaças em todas as frentes, incluindo o Líbano", escreveu Netanyahu.

Von der Leyen salienta importância da reabertura do Estreito de Ormuz

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, congratulou-se com os progressos no sentido de um acordo entre os EUA e o Irão, mas salientou que o acordo deve "contribuir verdadeiramente para a desescalada do conflito".

Numa declaração na rede social X, a líder da União Europeia (UE) afirmou que qualquer acordo alcançado deve garantir que: o Estreito de Ormuz seja reaberto, com "total liberdade de navegação sem portagem", o Irão não seja autorizado a desenvolver uma arma nuclear e que o Irão ponha fim às suas "ações desestabilizadoras" na região, diretamente ou através de representantes.

"A Europa continuará a trabalhar com os parceiros internacionais para aproveitar este momento para uma solução diplomática duradoura", afirmou von der Leyen.

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