Gaza: Israel e Autoridade Palestiniana saúdam plano de paz
18 de novembro de 2025
O gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, expressou a sua gratidão ao Presidente dos EUA, Donald Trump, pelo seu plano de paz que foi aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU, na segunda-feira (17.11).
"Acreditamos que o plano do Presidente Trump conduzirá à paz e à prosperidade, pois insiste na desmilitarização total, no desarmamento e na desradicalização de Gaza", escreveu na rede social X.
O gabinete de Netanyahu também apelou aos vizinhos de Israel para que regressem aos Acordos de Abraão - uma tentativa lançada durante o primeiro mandato de Donald Trump para que os países árabes da região normalizassem as relações com Israel.
"Israel estende a sua mão em paz e prosperidade a todos os nossos vizinhos e apela a que normalizem as relações com Israel e se juntem a nós para expulsar o Hamas e os seus apoiantes da região", pediu o gabinete.
A resolução, aprovada com 13 votos a favor e as abstenções da China e da Rússia, estabelece a criação de uma Força de Segurança Internacional até dezembro de 2027, que terá a função de assegurar as fronteiras de Gaza com Israel e o Egito, proteger os civis e os corredores humanitários e treinar uma nova força policial palestiniana.
ANP pede implementação imediata
A presidência da Autoridade Nacional Palestina (ANP) celebrou a adoção por parte do Conselho de Segurança da ONU da resolução e apelou para que seja implementada "imediatamente no terreno" para garantir o retorno à normalidade no enclave.
Num comunicado publicado pela agência de notícias oficial palestiniana Wafa, a ANP destaca que a resolução estabelece "o direito do povo palestiniano à autodeterminação e ao estabelecimento do seu Estado independente".
E expressa sua "plena disposição" a cooperar com os Estados Unidos, os membros do Conselho de Segurança, os Estados árabes e islâmicos, a União Europeia (UE) e a ONU "com o objetivo de garantir a implementação desta resolução de forma a que ponha fim ao sofrimento do povo palestiniano na Faixa de Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental".
Hamas rejeita plano
O Hamas, considerado uma organização terrorista pelos EUA e pela UE, entre outros, rejeitou a aprovação pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas da resolução elaborada por Washington, por considerar que a proposta não satisfaz os direitos e exigências dos palestinianos.
Para o Hamas, o plano visa impor uma tutela internacional na Faixa de Gaza. "Atribuir à força internacional tarefas e funções dentro da Faixa de Gaza, incluindo o desarmamento da resistência, retira-lhe a neutralidade e transforma-a numa parte do conflito a favor da ocupação", afirmou o grupo em comunicado.
O embaixador dos EUA na ONU disse que a resolução inicia um novo rumo no Médio Oriente. A resolução representa mais um passo significativo em direção a uma Gaza estável, capaz de prosperar e a um ambiente que permitirá a Israel viver em segurança", afirmou Mike Waltz.
Alemanha considera resolução uma "boa notícia"
O ministro dos Negócios Estrangeios da Alemanha, Johann Wadephul, saúdou a aprovação do plano de de Trump para Gaza pelo Conselho de Segurança da ONU, afirmando que o plano para acabar com a guerra em Gaza é uma "boa notícia".
No final de um encontro com o seu homólogo sérvio em Belgrado, o ministro disse que a Alemanha está pronta para "desempenhar um papel construtivo na reconstrução de Gaza".