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Libertado líder da ANATA acusado de terrorismo

8 de janeiro de 2026

Advogado de Rodrigo Catimba fez saber que vice-presidente da ANATA, detido desde julho, foi libertado, tendo o processo sido arquivado. Defesa vai avançar com um processo judicial contra o Estado angolano.

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Greve dos taxistas gerou caos em Angola em julho de 2025
Detido desde julho, Rodrigo Catimba foi libertado, tendo o processo sido arquivado.Foto: AFP

O vice-presidente da Associação Nacional dos Taxistas de Angola (ANATA), acusado de terrorismo após a greve de transportes de julho de 2025, foi libertado e viu o processo arquivado, disse hoje à Lusa o seu advogado.

Rodrigo Luciano Catimba estava detido desde agosto de 2025, acusado pela Procuradoria-Geral da República de crimes que incluíam terrorismo, associação criminosa, instigação pública ao crime, participação em motim, atentado contra a segurança dos transportes e promoção de vandalismo, no contexto da greve dos taxistas que resultou em motins e várias mortes em Luanda.

O mandado de soltura, datado de 05 de janeiro, indica que os autos foram arquivados, sem continuação do processo penal. Uma decisão que para a defesa confirma que não existiam provas suficientes para manter a acusação.

"O arquivamento significa claramente que houve, no início, enormes excessos e uma abordagem completamente disparatada por parte das autoridades", afirmou à Lusa o advogado Francisco Muteka.

Muteka anunciou que vai avançar com um processo judicial contra o Estado angolano, visando obter responsabilização por cada noite que o seu constituinte passou na cadeia e pelos prejuízos causados à sua imagem e reputação.

A greve dos taxistas convocada pela ANATA e outras associações entre 28 e 30 de julho de 2025 tinha como objetivo contestar o aumento do preço dos combustíveis, mas rapidamente evoluiu para distúrbios, atos de vandalismoe pilhagens.

No final, cerca de 30 pessoas morreram, mais de 200 ficaram feridas e mais de 1.200 foram detidas, incluindo oito dirigentes de associações de taxistas e mototaxistas, suscitando críticas de organizações dos direitos humanos face à reação das autoridades angolanas.

Segundo Francisco Muteka, todos estarão já livres ou prestes a serem libertados.

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