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Moçambique: Tempestade Horácio ameaça tornar‑se ciclone

20 de fevereiro de 2026

A tempestade tropical Horácio intensifica‑se ao largo de Madagáscar e pode virar ciclone no domingo, alerta o Inam. Sem risco imediato para Moçambique, o país enfrenta uma época chuvosa já com 228 mortos.

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Moçambique, província de Tete, 2026 | Destruição após graves inundações na província de Tete
Moçambique em alerta com evolução de HorácioFoto: AP Photo/picture alliance

O sistema de baixa pressão formado a leste de Madagáscar evoluiu para tempestade tropical moderada Horacio, confirmou hoje o Instituto Nacional de Meteorologia (Inam) moçambicano, admitindo que pode passar a ciclone tropical no domingo.

Num aviso sobre monitoria de ciclones tropicais, uma semana após o ciclone Gezani ter atingido a província de Inhambane, o Inam refere que este sistema continua a evoluir, depois de se ter formado esta semana na bacia sudoeste do oceano Índico.

Pelas 08:00 locais (06:00 de Lisboa), a tempestade apresentava ventos médios de 65 quilómetros por hora e rajadas de 95 quilómetros por hora, deslocando-se com uma velocidade de 17 quilómetros por hora com movimento sul/sudoeste.

"Este sistema poderá evoluir para o estágio de ciclone tropical no dia 22 de fevereiro de 2026. Contudo ainda não constitui perigo para o canal bem como para a costa de Moçambique", refere o Inam, que assegura que "continua a monitorar a evolução".

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Moçambique enfrenta uma época chuvosa que já causou 228 mortos

O número total de mortos na atual época das chuvas em Moçambique subiu quinta-feira para 228, com registo de mais de 863 mil pessoas afetadas, desde outubro, segundo a atualização divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

De acordo com informação da base de dados do INGD, foram afetadas 863.022 pessoas na presente época das chuvas, correspondente a 199.493 famílias.

Só as cheias de janeiro provocaram, pelo menos, 27 mortos - afetando 724.131 pessoas - e a passagem do ciclone Gezani em Inhambane, em 13 e 14 de fevereiro, levou à morte de outras quatro pessoas – a que acrescem 59 mortos, nos dias anteriores, na passagem por Madagáscar, segundo os dados atualizados do INGD sobre a época das chuvas.

O INGD acrescenta que um total de 14.815 casas ficaram parcialmente destruídas, 5.906 totalmente destruídas e outras 183.812 inundadas, na presente época chuvosa, bem como 272 unidades de saúde e 677 escolas afetadas.

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