Ataques suicidas na Nigéria fazem pelo menos 23 mortos
17 de março de 2026
Além das 23 mortes, mais de 100 pessoas ficaram feridas nas explosões que ocorreram na noite de segunda-feira (16.03) na capital do estado nigeriano de Borno.
A série de atentados suicidas ocorreu após um ataque a um posto militar na noite de domingo (15.03), que as autoridades atribuíram a supostos militantes islâmicos.
Nenhum grupo reivindicou até ao momento a responsabilidade pelos ataques.
O que disse a polícia sobre as explosões em Borno?
A polícia informou que uma das explosões atingiu o movimentado mercado de Maiduguri, outra atingiu o portão do Hospital Universitário de Maiduguri, enquanto uma terceira explosão ocorreu perto dos correios.
"A investigação preliminar revela que os incidentes foram levados a cabo por suspeitos de serem bombistas suicidas", afirmou o porta-voz da polícia estadual, Nahum Kenneth Daso, num comunicado.
Daso afirmou que 23 pessoas morreram, enquanto outras 108 "sofreram ferimentos de gravidade variável."
Segundo o porta-voz, foram destacadas forças de segurança para as áreas afetadas, que foram isoladas e revistadas para descartar quaisquer ameaças adicionais. "A normalidade foi totalmente restabelecida", acrescentou o porta-voz da polícia.
Insurgência jihadista em Borno
Maiduguri é a capital do estado de Borno, no nordeste da Nigéria, onde grupos islâmicos como o Boko Haram e o grupo afiliado Província do Estado Islâmico na África Ocidental (ISWAP), têm estado ativos há quase duas décadas.
A sua campanha para estabelecer um califado no país já custou a vida a dezenas de milhares de pessoas e provocou a deslocação de milhões de pessoas em todo o nordeste do país.
Até há poucos meses, a cidade de Maiduguri não registava nenhum ataque de grande dimensão desde 2021. No entanto, os sinais do conflito permanecem na cidade, com postos de controlo frequentes e patrulhas militares.