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Chapo pede que vítimas das cheias fiquem nos abrigos

28 de janeiro de 2026

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, pediu hoje calma às vítimas das cheias e que permaneçam nos centros de acolhimento até à descida das águas, alertando que ainda não há condições para regressar.

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Cheias em Boane, Moçambique
Desde o início da época das chuvas, em outubro, incluindo as últimas semanas de cheias, há registo de 139 mortos, além de 148 feridos e de 820.802 pessoas afetadas, segundo os dados do INGDFoto: Amilton Neves/REUTERS

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, pediu hoje (28.01) calma às vítimas das cheias e que se mantenham nos centros de acolhimento até à redução dos níveis da água nas suas zonas de origem.

"Se tentarem regressar, podemos perder a vida, enquanto já estamos salvos, então vamos manter a calma aqui no centro até que as águas possam baixar e voltarmos para casa com calma", disse Chapo, que falava em visita a um centro de acomodação na Ilha Josina Machel, em Gaza, no sul de Moçambique

O Presidente moçambicano explicou ainda que, no momento, a população não deve precipitar-se, uma vez que as residências continuam submersas e "ainda não há condições para se regressar".

De acordo com a base de dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), a que a Lusa teve acesso, as cheias que se registam em vários pontos do país já afetaram 699.924 pessoas, equivalente a 165.494 famílias, ainda com 15 mortos - mais um face a terça-feira -, 3.527 casas parcialmente destruídas, 794 totalmente destruídas e 165.946 inundadas.

Os dados do INGD referem ainda 45 feridos e, agora, 10 desaparecidos na sequência destas cheias, desde 07 de janeiro, numa altura em que famílias ainda aguardam socorro no sul de Moçambique.

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