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José Maria Neves saúda libertação de dirigentes guineenses

2 de fevereiro de 2026

O Presidente cabo-verdiano congratulou-se com a libertação, na sexta-feira, de dirigentes políticos detidos na Guiné-Bissau depois do golpe de 26 de novembro, segundo declarações à televisão cabo-verdiana, no domingo.

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José Maria Neves, Presidente da República de Cabo Verde
José Maria Neves considera necessário "garantir a plena libertação de todos os presos políticos" Foto: João Carlos/DW

"É uma boa notícia. Há pequenos ganhos", referiu José Maria Neves. "Vamos avançando gradualmente, há todo um trabalho diplomático em curso. Não é um percurso fácil, há muita complexidade e questões que precisam de ser resolvidas, mas, gradualmente, estamos a conseguir ganhos que são importantes", indicou o Presidente cabo-verdiano, perspetivando os passos que se seguem.

Segundo referiu o Presidente de Cabo Verde, é necessário "garantir a plena libertação de todos os presos políticos" e "trabalhar para garantir a sua segurança, permitir que todos tenham liberdade de ação e passar à fase seguinte".

O que se deve seguir, segundo José Maria Neves, "é a constituição de um Governo inclusivo com a participação de todas as partes, que deverá realizar as reformas necessárias e fazer a transição para que as próximas eleições sejam livres justas e transparentes".

CEDEAO acusada de falhar na libertação de Simões Pereira

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) saudou, no sábado, o que considera "passos importantes" tomados pelas autoridades de transição na Guiné-Bissau, com a libertação condicional de dirigentes políticos detidos com o golpe de Estado de 26 de novembro de 2025.

A CEDEAO citou uma carta do Presidente guineense de transição, general Horta Inta-a, endereçada ao presidente em exercício da organização, Julius Maada Bio, que é também chefe do Estado da Serra Leoa.

O Alto-Comando Militar, protagonista do golpe na Guiné-Bissau, colocou, na noite de sexta-feira (30.01), o principal opositor do país, Domingos Simões Pereira, em residência vigiada, após mais de 60 dias detido na Segunda Esquadra de Bissau.

No mesmo dia, Fernando Dias da Costa, candidato que reclama ter vencido as últimas eleições presidenciais no país, realizadas no dia 23 de novembro, e que se encontrava exilado na embaixada da Nigéria em Bissau, também voltou para a sua residência particular.

O retorno dos dois políticos às suas residências foi promovido pelo ministro senegalês da Defesa, general Birame Diop, enviado especial do chefe do Estado daquele país, Bassirou Diomaye Faye, um dos líderes incumbidos pela CEDEAO de ajudar a resolver a crise política na Guiné-Bissau.

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