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UNITA elege presidente de olho nas eleições de 2027

José Adalberto em Luanda
28 de novembro de 2025

Arrancou em Luanda o XIV Congresso Ordinário do maior partido da oposição, a UNITA. Mais de 1.200 delegados elegem um novo líder, que terá a missão de conduzir o partido às eleições gerais de 2027.

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Cadernos de candidatura de Adalberto Costa Júnior e Rafael Massanga Savimbi
Há dois candidatos à liderança da UNITA: Costa Júnior e Massanga SavimbiFoto: Borralho Ndomba/DW

O objetivo da UNITA é claro: ganhar as eleições de 2027. Por isso é que os próximos dias serão cruciais – o partido elege este fim de semana o seu líder, que terá como missão traçar estratégias para se apresentar como alternativa ao partido no poder desde a independência, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).

Adalberto Costa Júnior, presidente cessante da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) e recandidato ao cargo, sublinhou isso mesmo esta sexta-feira (28.11), durante a abertura do congresso do partido, em Luanda.

"A UNITA propõe-se e apresenta-se como uma alternativa viável e credível para assumir as rédeas do poder político em 2027", reforçou Costa Júnior.

XIV Congresso Ordinário da UNITA decorre em Luanda, Angola
Mais de 1.200 delegados elegem o próximo líder da UNITA, o maior partido da oposição em AngolaFoto: Borralho Ndomba/DW

O político considera que o país atravessa uma crise de liderança, que está a afetar a credibilidade e autonomia das instituições públicas. Diz ainda que um governo da UNITA seria o mais natural: "A alternância democrática deve ser vista como um processo de maturação política, nunca como uma ameaça", afirmou.

Dois candidatos à presidência da UNITA

Além de Costa Júnior, Rafael Massanga Savimbi também concorre à liderança da UNITA.

Em declarações à DW, à margem da abertura do congresso, o filho do líder fundador da UNITA, Jonas Savimbi, mostrou-se confiante na sua vitória: "Eu estou sereno, porque fiz bem o meu trabalho", revelou.

"Eu partilhei o meu programa com os militantes e os delegados. Não passei o meu tempo a atacar o outro candidato", acrescentou Massanga Savimbi.

Independentemente de quem vença a eleição deste fim de semana, Paulo Lucamba "Gato", ex-coordenador da Comissão de Gestão da UNITA, acredita que o partido sairá mais forte e unido do que entrou no Congresso Ordinário.

O conclave é uma oportunidade para aprimorar as ações do partido, fazer um balanço do mandato transato e ver "com coragem e frontalidade o que esteve bem e o que esteve mal", para que possa ser retificado, disse Lucamba "Gato".

O XIV Congresso Ordinário, em que participam mais de 1.200 delegados de 326 municípios, decorre até domingo (30.11).

José Adalberto Correspondente da DW África em Angola
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