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Autoridades russas ordenam retirada de civis em Kherson

22 de outubro de 2022

Governo pró-Moscou em região ocupada na Ucrânia alerta contra bombardeios e "ataques terroristas" por parte de Kiev. Kremlin alega ter impedido várias investidas ucranianas ao território e no leste do país.

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Em uma estrada, fila formada por civis que deixam a cidade de Kherson, na Ucrânia
Governo pró-Moscou pediu aos cidadãos de Kherson que se desloquem para o interior do território ocupado pelas forças russas no leste da UcrâniaFoto: AFP/Getty Images

Autoridades em Kherson ordenaram neste sábado (22/10) a retirada imediata de todos os moradores da região, em meio a alertas de avanços de tropas ucranianas nas proximidades da cidade ocupada desde fevereiro pelo Exército de Moscou.

Em postagem no aplicativo de mensagens Telegram, o governo pró-Moscou da região pediu aos cidadãos que utilizem as travessias de barco pelo rio Dnipro e se desloquem para o interior do território ocupado pelas forças russas.

As autoridades locais também ordenaram a evacuação de todos os funcionários de seus ministérios e da administração da cidade. A mensagem adverte sobre a situação tensa nas frentes de batalha, além de supostas ameaças de bombardeios e "ataques terroristas" por parte da Ucrânia.

O Ministério da Defesa da Rússia alegou neste sábado que suas forças impediram tentativas ucranianas de romper suas linhas na região de Kherson.

"Todos os ataques foram evitados; o inimigo foi empurrado para suas posições iniciais", informou a pasta. As investidas ucranianas teriam ocorrido na margem oeste do rio Dnipro, nas proximidades dos vilarejos de Piatykhatky, Suhanove, Sablukivka e Bezvodne.

Milhares de civis já deixaram a cidade nos últimos dias, após os alertas de ataques ucranianos. Segundo o Ministério, tropas russas também impediram investidas ucranianas nas regiões de Lugansk e Donetsk, no leste do país.

Autoridades da Ucrânia disseram nesta sexta-feira que seu Exército começou a movimentar tropas e equipamentos da margem oeste para o lado leste do rio Dnipro, no território ocupado pelos russos. Kiev vem impondo sigilo à divulgação de informações sobre suas atividades nas frentes de batalha.

rc (Reuters, AP)