1. Pular para o conteúdo
  2. Pular para o menu principal
  3. Ver mais sites da DW

França proíbe entrada de ministro israelense Itamar Ben‑Gvir

Publicado 28 de fevereiro de 2026Última atualização 23 de maio de 2026

Ministro israelense de Segurança Nacional provocou indignação global ao divulgar um vídeo em que aparece provocando ativistas de flotilha detidos.

https://p.dw.com/p/59Wx9
Ben‑Gvir sorri em meio a seguranças
Ben‑Gvir em JerusalémFoto: Ammar Awad/REUTERS
Pular a seção O que você precisa saber

O que você precisa saber

  • França proíbe entrada de ministro israelense Itamar Ben‑Gvir após ele publicar vídeo humilhando ativistas detidos da flotilha de Gaza
  • Organizadores de flotilha acusam soldados israelenses de estupro; Israel nega
  • EUA advertem Irã pela imposição de pedágio no estreito de Ormuz
  • Total de mortos por ataques israelenses no Líbano passa de 3 mil
  • Irã formaliza criação de organismo para gerir estreito de Ormuz 

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio: 

Pular a seção França proíbe entrada de ministro israelense Itamar Ben‑Gvir
Publicado 23 de maio de 2026Última atualização 23 de maio de 2026

França proíbe entrada de ministro israelense Itamar Ben‑Gvir

A França proibiu neste sábado a entrada em seu território do ministro israelense de Segurança Nacional, Itamar Ben‑Gvir, citando seu comportamento "inadmissível" contra ativistas de uma flotilha rumo a Gaza que foram detidos por forças sob seu comando.

“Desde hoje, Itamar Ben‑Gvir está proibido de entrar no território francês. Esta decisão decorre de suas ações inadmissíveis contra cidadãos franceses e europeus que eram passageiros da Flotilha Global Sumud", anunciou o ministro das Relações Exteriores da França, Jean‑Noël Barrot, em uma publicação no X.

“Não podemos tolerar que cidadãos franceses sejam ameaçados, intimidados ou brutalizados dessa maneira — ainda mais por um agente público", escreveu Barrot, pedindo que a União Europeia também sancione Ben‑Gvir.

Nesta semana, Ben‑Gvir provocou indignação global ao divulgar um vídeo em que aparece provocando ativistas da flotilha detidos.

Em um dos trechos, Ben‑Gvir é visto balançando uma grande bandeira de Israel sobre detidos curvados, cujas mãos parecem estar amarradas. Em outro, ele provoca um detido ajoelhado com os pulsos presos por abraçadeiras plásticas, gritando "Am Yisrael Chai" — em hebraico, "o povo de Israel vive". Em um terceiro, detidos aparecem com a testa no chão de um recinto ao ar livre, enquanto o hino nacional de Israel toca e guardas armados os cercam.

Líderes estrangeiros — e até mesmo o aliado de coalizão Benjamin Netanyahu — condenaram o tratamento dado por Ben‑Gvir diante das câmeras a cerca de 430 detidos da flotilha.

Em sua publicação, o ministro francês também foi crítico aos ativistas da flotilha, que tentavam romper o bloqueio naval de Israel à Gaza.

"Não aprovamos a abordagem dessa flotilha, que não produz efeito útil e impõe uma carga adicional aos serviços diplomáticos e consulares", escreveu Barrot.

A flotilha, formada por 50 embarcações, foi interceptada em águas internacionais, a cerca de 400 quilômetros da costa de Israel. Os ativistas detidos acusaram as forças israelenses de maus‑tratos, relatando espancamentos, uso de armas de choque e de cães de ataque e até mesmo de estupro.

A Polônia também proibiu a entrada de Ben‑Gvir, anunciando na quinta‑feira uma proibição de cinco anos.

“No mundo democrático, não abusamos nem nos vangloriamos de pessoas sob custódia", escreveu o ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radek Sikorski.

le (ap)

https://p.dw.com/p/5EEb7
Pular a seção Organizadores de flotilha acusam soldados israelenses de estubro; Israel nega
Publicado 23 de maio de 2026Última atualização 23 de maio de 2026

Organizadores de flotilha acusam soldados israelenses de estubro; Israel nega

Ativistas usando o tradicional lenço palestino desembarcam de um avião
Ativistas da flotilha Global Sumud desembarcam de um avião no aeroporto de Istambul após serem libertadosFoto: Murad Sezer/REUTERS

Ativistas libertados da custódia israelense após serem detidos em uma flotilha que tentava levar ajuda a Gaza foram submetidos a abusos, disseram organizadores da missão nesta sexta‑feira. Vários foram hospitalizados com ferimentos e pelo menos 15 relataram agressões sexuais, incluindo estupro.

O serviço prisional de Israel negou as acusações, e a agência de notícias Reuters não conseguiu verificá‑las de forma independente.

As forças israelenses prenderam 430 pessoas a bordo de 50 embarcações em águas internacionais na terça‑feira, com o objetivo de interromper uma flotilha de voluntários que tentava levar suprimentos de ajuda à Faixa de Gaza.

“Pelo menos 15 casos de agressões sexuais, incluindo estupro. Disparos de balas de borracha à queima‑roupa. Dezenas de pessoas com ossos quebrados", afirmaram os organizadores da Flotilha Global Sumud no Telegram.

Luca Poggi, um economista italiano entre os detidos, disse à Reuters ao chegar a Roma: “Fomos despidos, jogados no chão, chutados. Muitos de nós levaram choques elétricos, alguns foram agredidos sexualmente e outros tiveram negado o acesso a um advogado".

Ilaria Mancosu, ativista italiana, afirmou que os membros da flotilha foram retirados dos barcos e levados para duas chamadas "embarcações‑prisão". Alguns deles teriam sido trancados em um contêiner e espancados por cinco soldados, sofrendo fraturas nas costelas e nos braços. Outros tiveram ferimentos graves nos olhos e nos ouvidos causados por armas de choque.

Mancosurelatou que passaram dois dias nessas embarcações sem água corrente e usando papelão e plástico para se aquecer à noite, já que não tinham cobertores e estavam sem a maior parte de suas roupas. Em terra, foram obrigados a ajoelhar por várias horas e eram chutados e empurrados se se mexessem ou falassem. Depois, foram levados a uma prisão onde eram transferidos de cela constantemente para impedir que dormissem.

Sabrina Charik, que ajudou a organizar o retorno de 37 cidadãos franceses da flotilha, afirmou à Reuters que cinco participantes franceses foram hospitalizados na Turquia, alguns com costelas quebradas ou vértebras fraturadas. Alguns fizeram acusações detalhadas de violência sexual, incluindo estupro, disse ela.

Em uma publicação no Instagram de um grupo de ativistas verificada pela Reuters, o francês Adrien Jouen mostrou hematomas nas costas e nos antebraços.

le (reuters, ap)

https://p.dw.com/p/5EEb1
Pular a seção Teerã e Washington aproximam posições sobre acordo de paz, diz Irã
23 de maio de 2026

Teerã e Washington aproximam posições sobre acordo de paz, diz Irã

O Irã afirmou neste sábado (23/05) que Teerã e Washington aproximaram suas posições visando um possível acordo de paz sob a mediação do Paquistão, embora tenha evitado dar como próximo um acordo definitivo. 

"Durante a última semana, a tendência tem sido de uma maior aproximação de posições", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Ismail Baghaei, à televisão estatal. 

No entanto, Baghaei evitou dar como próximo um acordo definitivo e ressaltou que ainda é necessário esperar "para ver o que acontece nos próximos três ou quatro dias". 

Baghaei disse que, por enquanto, as partes estão tentando fechar um memorando de entendimento com base na proposta iraniana de 14 pontos, que foi trocada várias vezes e está centrada no fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano. 

Contudo, indicou que ainda existem diferenças sobre alguns pontos que não especificou e destacou que estes continuam atualmente em processo de avaliação. 

Segundo o diplomata iraniano, após finalizar o referido memorando de entendimento, as partes começarão a negociar outras questões, como o programa nuclear do Irã, a suspensão das sanções americanas e o desbloqueio dos fundos iranianos no exterior, em um prazo de 30 a 60 dias. 

Estas declarações de Baghaei ocorrem depois que o chefe do Exército paquistanês, o marechal Asim Munir, concluiu sua visita a Teerã, após se reunir com o presidente do país, Masoud Pezeshkian; com o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf; e com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi. 

Ghalibaf, principal negociador iraniano nas conversas de paz com os EUA, afirmou no encontro com Munir que Teerã não renunciará a seus direitos, em uma possível alusão ao programa nuclear de seu país, que Washington busca limitar e sobre o qual exige a entrega dos 440 quilos de urânio altamente enriquecido que a República Islâmica possui. 

Segundo os meios de comunicação iranianos, Munir deixou a capital iraniana após transmitir a mensagem de Washington a Teerã e receber a resposta do Irã. 

le (efe)

https://p.dw.com/p/5EEY9
Pular a seção Diretora de inteligência dos EUA que disse que Irã não estava produzindo arma nuclear vai deixar cargo
Publicado 22 de maio de 2026Última atualização 22 de maio de 2026

Diretora de inteligência dos EUA que disse que Irã não estava produzindo arma nuclear vai deixar cargo

Tulsi Gabbard
Tulsi GabbardFoto: Lenin Nolly/NurPhoto/picture alliance

A diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, apresentou nesta sexta-feira (22/05) sua demissão ao presidente Donald Trump.

"Lamentavelmente, tenho de apresentar a minha demissão, que se tornará efetiva a partir de 30 de junho de 2026", escreveu Tulsi Gabbard na carta endereçada a Trump.

Gabbard justificou a demissão afirmando que terá que se dedicar ao marido, que recentemente foi diagnosticado com "uma forma extremamente rara de câncer ósseo".

"Neste momento, preciso de me afastar do serviço público para estar ao lado dele e apoiá-lo totalmente nesta batalha", declarou.

Como diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Gabbard era responsável pela coordenação das 18 agências da comunidade de serviços de informações dos Estados Unidos, incluindo a CIA.

Com um longo histórico de oposição às intervenções militares dos Estados Unidos no exterior, Gabbard encontrava-se numa situação delicada devido ao seu ceticismo em relação à guerra contra o Irã, o que a fez perder a confiança da Casa Branca.

Em março de 2025, ela afirmou perante o Congresso dos EUA que o Irã não estava perto de fabricar uma arma nuclear, uma declaração que contradisse a retórica de Trump para justificar o lançamento de duas ofensivas contra a República Islâmica.

Neste ano, ela estava praticamente fora dos holofotes, enquanto os EUA lançavam ações militares contra o Irã, pressionavam Cuba e agiam para derrubar Nicolás Maduro na Venezuela.

A saída de Gabbard marca a terceira mudança no gabinete de Trump este ano, após a demissão de Kristi Noem do cargo de secretária da Segurança Interna em março e de Pam Bondi do cargo de procuradora-geral em abril.

Tulsi Gabbard foi congressista democrata pelo estado do Havaí entre 2013 e 2021, tornando-se conhecida pelas suas críticas às intervenções militares dos Estados Unidos no exterior, com as guerras no Iraque e na Síria.

Em 2020, candidatou-se às primárias presidenciais democratas, mas em 2022 abandonou o partido e, em 2024, juntou-se às fileiras republicanas e alinhou-se com Trump.

Durante anos, Gabbard criticou as sanções à Rússia e mostrou-se cética quanto ao apoio militar americano à Ucrânia, pelo que os seus críticos a rotularam de "pró-russa".

Também foi muito criticada pela viagem que fez em 2017 à Síria, onde se reuniu com o então ditador Bashar al-Assad.

Donald Trump já reagiu à demissão de Gabbard, elogiando o seu "trabalho incrível" como diretora de inteligência.

"Infelizmente, depois de ter feito um trabalho realmente excelente, Tulsi Gabbard vai deixar o Governo a 30 de junho", escreveu o presidente na sua rede social, a Truth Social.

"Tulsi fez um trabalho incrível e vamos sentir a sua falta", acrescentou, indicando que ela será substituída pelo seu adjunto, Aaron Lukas.

jps (Lusa, ots)

https://p.dw.com/p/5EDU2
Pular a seção Nações ocidentais instam Israel a parar expansão de colônias
22 de maio de 2026

Nações ocidentais instam Israel a parar expansão de colônias

Em declaração conjunta divulgada nesta sexta-feira (22/05), um grupo de nove nações ocidentais lançou duras críticas ao governo israelense e pediu o fim da expansão de colônias judaicas na Cisjordânia. O documento acusa Israel de agravar as tensões nos territórios palestinos ocupados e insta as autoridades a conter a crescente onda de violência dos colonos.

"O direito internacional é claro: os assentamentos israelenses na Cisjordânia são ilegais", afirmaram os líderes do grupo de países intitulado E4, que inclui Alemanha, França, Itália e Reino Unido, juntamente com os governos do Canadá, Noruega, Holanda, Austrália e Nova Zelândia.

"Nos últimos meses, a situação na Cisjordânia se deteriorou significativamente", diz o documento. "A violência dos colonos atingiu níveis sem precedentes. As políticas e práticas do governo de Israel, incluindo uma maior consolidação do controle israelense, minam a estabilidade e as perspectivas de uma solução de dois Estados."

O governo israelense não comentou imediatamente a declaração.

Leia mais

https://p.dw.com/p/5EDT8
Pular a seção Irã aproveitou cessar-fogo para reconstruir seus recursos militares, diz emissora dos EUA
22 de maio de 2026

Irã aproveitou cessar-fogo para reconstruir seus recursos militares, diz emissora dos EUA

O Irã aproveitou o cessar-fogo firmado com os Estados Unidos, que já dura seis semanas, para retomar parte de sua produção de drones, um sinal de que está reconstruindo rapidamente certas capacidades militares que haviam sido degradadas pelos ataques americanos e israelenses, segundo informou a emissora CNN. 

A rede de televisão, que cita fontes da inteligência americana familiarizadas com o assunto, afirma que o Exército iraniano está se reconstituindo muito mais rápido do que o estimado inicialmente. 

A reconstrução das capacidades militares, incluindo a mudança de local de mísseis, lançadores e a capacidade de produção de sistemas de armas essenciais que foram destruídos durante o atual conflito, demonstra que o Irã continua sendo uma ameaça significativa para os aliados regionais. 

Isso também coloca em xeque as afirmações sobre o alcance da deterioração a longo prazo do Exército iraniano causada pelos ataques americanos e israelenses, ressaltou a emissora. 

Embora o tempo para retomar a produção de diferentes componentes de armas varie, algumas estimativas da inteligência dos EUA indicam que o Irã poderia reconstituir completamente sua capacidade de ataque com drones em apenas seis meses, segundo declarou à CNN um funcionário americano que não se identificou. 

Os ataques com drones são uma preocupação particular para os aliados regionais. Caso as hostilidades sejam retomadas, o Irã poderia compensar sua capacidade de produção de mísseis - que foi significativamente reduzida - com mais lançamentos de drones para continuar atacando Israel e os países do Golfo, que estão ao alcance de ambos os sistemas de armas. 

O presidente americano, Donald Trump, ameaçou repetidamente retomar as operações de combate contra o Irã se os dois países não chegarem a um acordo para pôr fim à guerra, chegando a declarar na terça-feira que esteve a uma hora de reiniciar os bombardeios, o que significa que essas capacidades militares poderiam entrar em jogo. 

O Irã conseguiu se reconstruir muito mais rápido do que o esperado devido a uma combinação de fatores, que vão desde o apoio recebido da Rússia e da China até o fato de que Estados Unidos e Israel não causaram tanto dano quanto esperavam, de acordo com uma fonte consultada pela CNN. 

Por exemplo, a China continuou fornecendo componentes ao Irã durante o conflito que podem ser utilizados para fabricar mísseis, segundo informaram à CNN duas fontes familiarizadas com as avaliações de inteligência americanas, embora seja provável que isso tenha sido limitado pelo bloqueio vigente aplicado pelos EUA na região. 

Além disso, o Irã mantém sua capacidade de mísseis balísticos, ataques com drones e defesa antiaérea, apesar dos graves danos causados pelos ataques americanos e israelenses, segundo recentes avaliações da inteligência dos EUA. Isso significa que a rápida reconstrução de sua capacidade de produção militar não está partindo do zero

jps (EFE)

https://p.dw.com/p/5EDT7
Pular a seção Rubio diz que EUA avaliam 'plano B' para reabrir Ormuz diante do bloqueio iraniano
22 de maio de 2026

Rubio diz que EUA avaliam 'plano B' para reabrir Ormuz diante do bloqueio iraniano

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, avisou nesta sexta-feira que Washington estuda um "plano B" militar para reabrir o Estreito de Ormuz caso o Irã se recuse a suspender o bloqueio. 

"O que todos esperamos é um acordo com o Irã no qual o estreito esteja aberto e eles abandonem suas ambições nucleares. Mas também precisamos ter um plano B, e o plano B é: o que acontece se o Irã se recusar a abrir o estreito? Nesse momento, alguém terá de fazer algo a respeito, e há países representados aqui hoje que seriam mais afetados por isso do que os próprios Estados Unidos", declarou Rubio. 

"Há outros países que concordam comigo que precisamos começar a pensar no que faremos se, dentro de algumas semanas, o Irã decidir que não se importa, que vai manter o estreito fechado, que vai afundar qualquer navio que não o obedeça ou não o pague. Nesse momento, alguém terá de fazer algo a respeito", acrescentou. 

Rubio não especificou quais países expressaram esse interesse nem que forma tomaria uma eventual operação: "Não sei se seria necessariamente uma missão da Otan, mas certamente seriam países da Otan os que poderiam contribuir". 

O secretário americano ressaltou que, embora os Estados Unidos tenham capacidade para agir unilateralmente, prefeririam fazê-lo em coalizão: "Os Estados Unidos poderiam fazer isso, mas há países que expressaram interesse em participar de algo assim, e acredito que deveríamos aceitar", afirmou. 

Rubio fez alusão a uma iniciativa franco-britânica que prevê o envio de navios caça-minas para limpar o estreito assim que as hostilidades cessarem, mas advertiu que esse mecanismo não contempla o cenário de o Irã se recusar a cooperar. 

"Temos um plano para quando os tiros cessarem. O que estou dizendo é que precisamos de um plano B para o caso de alguém continuar atirando", apontou. 

jps (EFE)
 

https://p.dw.com/p/5ED5u
Pular a seção Secretário-geral da Otan incentiva Europa a se juntar à "próxima fase" das operações dos EUA no Irã
22 de maio de 2026

Secretário-geral da Otan incentiva Europa a se juntar à "próxima fase" das operações dos EUA no Irã

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte,
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, Foto: Virginia Mayo/AP Photo/picture alliance

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, elogiou nesta sexta-feira o apoio logístico que diversos países europeus prestaram aos Estados Unidos durante o conflito com o Irã, ao mesmo tempo em que incentivou uma maior participação dos aliados na "próxima fase" das operações americanas na região. 

"Os europeus entenderam a mensagem no que diz respeito, por exemplo, às bases europeias, e estes são compromissos bilaterais desses países para que os Estados Unidos realizem operações em outras partes do mundo", afirmou Rutte em declarações aos jornalistas antes do segundo dia da reunião de ministros das Relações Exteriores da organização transatlântica, que ocorre desde ontem na cidade sueca de Helsingborg. 

Rutte, que visitou Washington no início de abril, admitiu ter percebido "a decepção" dos Estados Unidos, embora tenha celebrado que vários países europeus, incluindo Itália, Reino Unido, França e Alemanha, tenham colocado suas bases à disposição dos americanos em sua campanha contra o Irã. 

"Eles estão fazendo o que os Estados Unidos podiam esperar em virtude de seus compromissos bilaterais", destacou o secretário-geral, que também ressaltou que vários aliados posicionaram estrategicamente "alguns de seus navios e outros equipamentos-chave perto do teatro de operações". 

Rutte evitou mencionar a Espanha, que em março se recusou a permitir que os Estados Unidos utilizassem suas bases de Rota e Morón para oferecer apoio logístico ao conflito. 

O chefe da Aliança Atlântica incentivou mais países a se envolverem nessa próxima fase das operações, de modo que na Europa "possamos ser da máxima utilidade junto aos Estados Unidos para contribuir para garantir a liberdade de navegação" no Estreito de Ormuz, que continua "bloqueado" e com a livre circulação marítima "seriamente ameaçada". 

Por sua vez, a ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, assinalou no início da reunião que seu país está focado em apoiar as nações do Golfo e em garantir a liberdade de navegação e o respeito ao direito internacional no Estreito de Ormuz. 

“O Canadá está colaborando muito estreitamente com a coalizão entre o Reino Unido e a França e, assim que um cessar-fogo permanente for alcançado, estaremos dispostos a dar todo o apoio possível em termos de experiência em desminagem e outras capacidades cibernéticas e logísticas”, indicou. 

"Sei que (nos EUA) se sentiram decepcionados, mas também é verdade que não fomos consultados previamente", disse, por sua vez, a ministra das Relações Exteriores da Suécia, Maria Malmer Stenergard. 

"No entanto, agora olhamos para a frente, e na próxima fase estaremos felizes em contribuir para garantir a liberdade de navegação no estreito, o que também atende aos interesses da Suécia", acrescentou Stenergard, cujo país ingressou na aliança transatlântica há dois anos e hoje sedia o encontro. 

jps (EFE)

https://p.dw.com/p/5ED5s
Pular a seção Irã permite passagem de 35 navios pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas
22 de maio de 2026

Irã permite passagem de 35 navios pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas

Navios em Ormuz
Navios em OrmuzFoto: Majid Asgaripour/WANA/REUTERS

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta sexta-feira que 35 petroleiros e navios comerciais atravessaram o Estreito de Ormuz durante as últimas 24 horas sob a "coordenação e proteção" das forças navais do país. 

"Nas últimas 24 horas, 35 navios mercantes, entre eles petroleiros e porta-contêineres, atravessaram sem incidentes o Estreito de Ormuz sob a coordenação e a escolta de segurança da Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica", informou o corpo militar de elite em comunicado divulgado pela televisão estatal. 

A Guarda Revolucionária já tinha noticiado que ontem 31 navios haviam passado pelo estreito no dia anterior, e na quarta-feira que 26 o haviam feito na terça-feira. 

O estreito, pelo qual passava 20% do petróleo mundial, está bloqueado pelo Irã desde o começo da guerra contra Estados Unidos e Israel, o que elevou o preço dos combustíveis em meio às negociações para a sua reabertura. 

Teerã avalia atualmente uma nova proposta de Washington para pôr fim ao conflito, segundo informou ontem o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei. 

O porta-voz declarou que as duas partes trabalham sobre um texto de 14 pontos que o Irã apresentou há várias semanas e que foram realizadas várias rodadas de "troca de mensagens" em busca de uma fórmula que satisfaça os dois países. 

Por sua vez, o ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, encontra-se em Teerã pela segunda vez em menos de uma semana para tentar aproximar posições entre Irã e EUA. 

O Irã quer formalizar a cobrança de pedágios pelo trânsito marítimo através do estreito por meio de um projeto de lei ainda pendente de aprovação, e de fato criou a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA) para gerenciar a passagem de navios. 

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta sexta-feira que houve um "leve avanço" nas conversas com o Irã, mas advertiu que não pode ser instaurado um sistema de pedágio em uma via marítima internacional como o Estreito de Ormuz. 

jps (EFE)

https://p.dw.com/p/5ED5a
Pular a seção Rubio vê "leve avanço" em conversas sobre o Irã, mas adverte contra pedágio em Ormuz
22 de maio de 2026

Rubio vê "leve avanço" em conversas sobre o Irã, mas adverte contra pedágio em Ormuz

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, avaliou nesta sexta-feira um "leve avanço" nas negociações sobre o Irã, mas advertiu que não se pode estabelecer um sistema de pedágio em uma via marítima internacional como o Estreito de Ormuz, bloqueado pelo conflito. 

"Estamos aguardando notícias sobre as conversas que estão sendo realizadas; ocorreu um leve avanço. Não quero exagerar, mas houve um pequeno progresso, e isso é positivo", disse Rubio à imprensa ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte. 

Rubio, que participa hoje de uma reunião de ministros das Relações Exteriores da Aliança Atlântica, deixou claro que os fundamentos nas negociações sobre o Irã "continuam os mesmos". 

"O Irã nunca poderá ter uma arma nuclear, simplesmente não pode. Este regime nunca poderá ter armas nucleares e, para conseguir isso, teremos que abordar a questão do enriquecimento" de urânio, declarou. 

Sobre o Estreito de Ormuz, assinalou que o Irã "está tentando criar um sistema de pedágio" e que está "tentando convencer Omã a se somar a este sistema de pedágio em uma via navegável internacional". 

"Não há nenhum país no mundo que deva aceitar isso. Não conheço nenhum país no mundo que seja a favor, exceto o Irã", enfatizou. 

Rubio também fez alusão a uma resolução sobre o tema patrocinada pelo Bahrein nas Nações Unidas na qual, segundo garantiu, seu país esteve "muito envolvido", mas afirmou que, "infelizmente, um par de países do Conselho de Segurança está pensando em vetá-la, o que seria lamentável". 

No entanto, assegurou que estão fazendo "todo o possível para alcançar o consenso global necessário para evitar que isso aconteça". 

"Vejamos se as Nações Unidas continuam funcionando. Esse é o fórum no qual vamos tentar conseguir um resultado. E, obviamente, acredito que quase todos os países aqui representados hoje se somaram como copatrocinadores dessa resolução e, se não o fizeram, tenho certeza de que o farão em breve", comentou. 

Rubio apontou que, se um sistema de pedágio fosse implantado em uma via navegável internacional, "isso ocorreria em outros cinco lugares do mundo", e é "algo que não pode acontecer". 

Por sua vez, Rutte corroborou que "muitos dos meus colegas aqui presentes me dizem que é inaceitável que a liberdade de navegação seja basicamente pisoteada como está sendo neste momento, e temos que pensar em como podemos abordar isso coletivamente". 

O ex-primeiro-ministro holandês acrescentou que "todo o mundo reconhece que é crucial para o Oriente Médio, para a Europa e para o mundo inteiro que os Estados Unidos reduzam a capacidade nuclear do Irã, mas também a sua capacidade em matéria de mísseis de longo alcance", e nesse contexto agradeceu a Rubio por “sua incrível liderança e por ser um firme defensor do nosso vínculo transatlântico". 

jps (EFE)

https://p.dw.com/p/5ED5R
Pular a seção Aviões com ativistas da flotilha detidos por Israel pousam em Istambul
21 de maio de 2026

Aviões com ativistas da flotilha detidos por Israel pousam em Istambul

Ativistas capturados por Israel após expulsão de Israel
Ativistas capturados por Israel após expulsão de IsraelFoto: Murad Sezer/REUTERS

Três aviões da Turkish Airlines que transportavam ativistas da Flotilha Global Sumud, detidos nesta semana por Israel em águas internacionais, aterrissaram em Istambul na tarde desta quinta-feira. 

Os ativistas que ficaram feridos foram transferidos em ambulâncias que aguardavam no aeroporto, enquanto os demais foram recebidos na sala VIP do aeroporto por seus familiares e numerosos funcionários. 

Em declarações à imprensa após a chegada, vários deles prometeram que voltarão a zarpar um dia para tentar, novamente, romper o embargo israelense sobre a Faixa de Gaza e entregar ajuda humanitária à população palestina. 

"Nos separaram ao interceptar nossos barcos e nos colocaram em dois navios de guerra, navios-prisão, com contêineres nos quais tínhamos que dormir no chão molhado", relatou a ativista Naomi, uma judia iemenita. 

No entanto, acrescentou: "tudo o que (as autoridades israelenses) fizeram conosco não é nada comparado ao que os palestinos sofrem". 

"Israel nos ataca porque estão desesperados", comentou, por sua vez, Ashley, ativista do Vietnã. 

Após uma cerimônia de recepção, a previsão é que os ativistas sejam levados ao Instituto de Medicina Legal de Istambul para serem submetidos a exames como parte de uma investigação iniciada pela promotoria de Istambul, segundo informou a agência de notícias estatal turca "Anadolu". 

Entre os cerca de 430 ativistas levados a Israel após serem abordados em seus barcos e detidos, procedentes de quase 40 países, há 44 cidadãos espanhóis e 74 turcos. 

O ministro das Relações Exteriores turco, Hakan Fidan, havia anunciado previamente o plano para retirar os ativistas de Israel em aviões especiais fretados pela companhia Turkish Airlines. 

Os ativistas não turcos serão deportados aos seus respectivos países a partir de Istambul. 

jps (EFE) 

https://p.dw.com/p/5E9Xj
Pular a seção Ataques israelenses contra o Líbano não cessam e total de mortos vai a 3.089
21 de maio de 2026

Ataques israelenses contra o Líbano não cessam e total de mortos vai a 3.089

O número de mortos desde o início do conflito no Líbano subiu nesta quinta-feira para 3.089, com a continuidade dos bombardeios e ataques de artilharia de Israel contra o sul do país vizinho, apesar do cessar-fogo em vigor desde meados de abril. 

"O balanço total acumulado da agressão desde 2 de março até 21 de maio é o seguinte: 3.089 mortos e 9.397 feridos", informou em um breve comunicado o Centro de Operações de Emergência do Líbano, subordinado ao Ministério da Saúde Pública. 

As vítimas continuam aumentando à medida que Israel mantém suas ações contra o território libanês, que nesta quinta-feira registrou ataques de artilharia em Barachit e Kfar Dounine, bem como bombardeios em localidades como Touline, Ghandouriya e Yater, relatou a agência de notícias libanesa ANN. 

De acordo com o veículo estatal libanês, outro ataque atingiu uma motocicleta que trafegava por uma estrada entre Al Housh e Bazouriye, causando a morte do condutor. 

Tudo isso ocorre depois de, na noite passada, subir para 14 o número de mortos em um bombardeio ocorrido na última terça-feira no vilarejo de Deir Qanoun al Nahr, incluindo quatro menores, em um dos piores massacres ocorridos no Líbano desde a implementação da trégua, há mais de um mês. 

Na semana passada, Líbano e Israel concordaram em prorrogar o cessar-fogo por mais 45 dias e se comprometeram a realizar tanto uma reunião de caráter militar quanto uma de aspectos políticos nas próximas semanas, com a intenção de avançar rumo a uma solução de longo prazo. 

A cessação das hostilidades, mediada por Washington, vem sendo violada desde o início pelas forças israelenses, enquanto o grupo xiita libanês Hezbollah começou a atacar alvos do Estado judeu a partir do quinto dia da trégua.

jps (EFE)

https://p.dw.com/p/5E9XJ
Pular a seção Itália pede à UE sanções contra ministro de Israel que humilhou ativistas
21 de maio de 2026

Itália pede à UE sanções contra ministro de Israel que humilhou ativistas

A premiê italiana Giorgia Meloni
A premiê italiana Giorgia Meloni Foto: Nicolas Tucat/AFP/Getty Images

A Itália pediu formalmente nesta quinta-feira à União Europeia (UE) a adoção de sanções contra o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, por humilhar os ativistas detidos e com as mãos atadas da Flotilha Global Sumud. 

O ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, informou na rede social X que solicitou formalmente à chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, a inclusão na próxima reunião ministerial da "adoção de sanções" contra Ben Gvir por "suas inaceitáveis ações" com os ativistas. 

Além disso, acusou Israel de "deter os ativistas em águas internacionais", de "submetê-los a vexames e humilhações" e de "violar os mais elementares direitos humanos". 

O polêmico ministro da Segurança Nacional de Israel causou grande indignação após publicar um vídeo no qual zomba dos 430 ativistas da Flotilha, deitados no chão com as mãos atadas, ao chegarem ao porto de Ashdod após a interceptação da frota. 

Após o protesto de países como Itália, França e Espanha, de onde são alguns dos ativistas, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, condenou a forma como seu ministro os tratou, garantindo que "não condiz com os valores e normas de Israel". 

No entanto, o governo italiano, de Giorgia Meloni, convocou ontem o embaixador israelense em Roma, Jonathan Peled, para protestar formalmente contra esse tratamento após a detenção. 

Após o encontro entre o secretário-geral das Relações Exteriores da Itália, Riccardo Guariglia, e o embaixador israelense, o governo de Meloni já havia advertido na véspera que se reservava o direito de avaliar "iniciativas políticas" no seio da UE contra o ministro. 

Entre os 27 italianos da Flotilha estavam o deputado do opositor Movimento Cinco Estrelas (M5S) Dario Carotenuto e o jornalista do diário "Il Fatto Quotidiano" Alessandro Mantovani, que já conseguiram retornar ao seu país nesta manhã. 

Em sua chegada, denunciaram o tratamento brutal por parte de Israel após a interceptação da frota. 

jps (EFE)
 

https://p.dw.com/p/5E9Wh
Pular a seção Chegam ao Irã 20 marinheiros de navio capturado pelos Estados Unidos
21 de maio de 2026

Chegam ao Irã 20 marinheiros de navio capturado pelos Estados Unidos

Os marinheiros iranianos de um navio capturado pelos Estados Unidos perto de Singapura retornaram nesta quinta-feira ao Irã após passarem pelo Paquistão, um gesto que ocorre em meio à intensificação dos esforços diplomáticos para alcançar um acordo que ponha fim à guerra. 

"Os 20 marinheiros iranianos, que foram levados para Islamabad na semana passada após a apreensão ilegal de seu navio pelas forças americanas na costa de Singapura, retornaram hoje a Teerã em um voo da Mahan Air", informou a agência de notícias IRNA. 

O veículo estatal iraniano indicou que a libertação dos marinheiros foi alcançada após "intensas consultas" entre o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e seus homólogos do Paquistão e de Cingapura. 

No início de maio, os Estados Unidos entregaram ao Paquistão 22 marinheiros do navio porta-contêineres iraniano apreendido 'MV Touska', que posteriormente retornaram ao Irã. 

A república islâmica avalia neste momento uma nova proposta americana para pôr fim à guerra, e Teerã recebe a visita de Mohsin Naqvi, ministro do Interior do Paquistão, país que atua como mediador entre o Irã e os Estados Unidos. 

Espera-se também que o chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, viaje a Teerã para intensificar a busca por uma solução diplomática para a guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã no último dia 28 de fevereiro. 

Segundo a imprensa iraniana, Teerã pediu a Washington o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, a suspensão de sanções, a liberação de ativos iranianos bloqueados, compensações por danos de guerra, o reconhecimento de sua soberania sobre o Estreito de Ormuz e o adiamento para mais tarde das negociações sobre seu programa nuclear. 

Trump disse na terça-feira que está à espera de receber respostas e que elas precisam ser "corretas" para acabar com a guerra

jps (EFE)

https://p.dw.com/p/5E9WO
Pular a seção Irã avalia última proposta americana para pôr fim à Guerra
21 de maio de 2026

Irã avalia última proposta americana para pôr fim à Guerra

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Ismail Baghaei, afirmou nesta quinta-feira (21/05) que seu país está avaliando uma nova proposta dos Estados Unidos para pôr fim à guerra, em meio às ameaças de Donald Trump para que Teerã dê as "respostas corretas". 

"A troca de mensagens desenvolveu-se em várias rodadas, e recebemos as opiniões do lado americano, que estamos analisando neste momento", disse o diplomata, citado pela agência Nour News. 

Baghaei indicou que as duas partes trabalham sobre um texto de 14 pontos que o Irã apresentou há várias semanas e que foram realizadas várias rodadas de "troca de mensagens", em busca de uma fórmula que satisfaça ambos os países. 

Esta última versão do texto teria sido levada a Teerã pelo ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, que chegou na terça-feira à capital iraniana em sua segunda viagem à república islâmica em menos de uma semana. 

De acordo com a imprensa iraniana, Teerã pediu a Washington o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, a suspensão de sanções, a liberação de ativos iranianos bloqueados, compensações por danos de guerra, o reconhecimento de sua soberania sobre o Estreito de Ormuz e o adiamento para mais tarde das negociações sobre seu programa nuclear. 

Trump disse na terça-feira que está à espera de receber respostas e que elas precisam ser "corretas" para acabar com a guerra que começou no último dia 28 de fevereiro. 

"Temos que obter as respostas corretas; teriam que ser respostas totalmente boas, 100%", afirmou o presidente americano em declarações à imprensa em Washington.

jps (EFE)

https://p.dw.com/p/5E8CO
Veja mais