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Angola: Viagens de oficiais passam a depender do Presidente

22 de maio de 2026

O Presidente angolano proibiu viagens ao exterior de ministros, generais e chefes da Segurança do Estado sem autorização prévia, no âmbito de novas regras para os sectores da Defesa e Inteligência.

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Presidente da República de Angola, João Lourenço, durante uma visita a Lisboa, em julho de 2025
Presidente angolano, João LourençoFoto: Carlos Costa/AFP

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, determinou novas regras para deslocações ao exterior envolvendo titulares de cargos de direção, chefia e comando ligados aos setores da Defesa, Segurança e Inteligência do Estado. A medida estabelece que viagens internacionais para eventos científicos, empresariais, comemorativos ou similares só poderão ocorrer mediante programação oficial ou autorização prévia do chefe de Estado, noticia a imprensa angolana.

A decisão consta de um despacho presidencial que entrou em vigor esta quinta-feira (21.05) e abrange ministros, oficiais generais das Forças Armadas Angolanas (FAA), comissários da Polícia Nacional, bem como chefes e diretores dos órgãos e serviços de Inteligência e Segurança do Estado.

Segundo o documento, o objetivo é disciplinar as saídas ao exterior do país fora das missões já previstas em calendários oficiais, sobretudo em actividades organizadas por governos, instituições regionais e internacionais, empresas ou entidades estrangeiras.

O despacho inclui estruturas como o Ministério da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, o Ministério do Interior, as FAA, a Polícia Nacional, os órgãos de Justiça Militar e os Serviços de Inteligência e Segurança do Estado.

O Presidente da República, na qualidade de comandante-em-chefe, esclarece, no entanto, que a medida não se aplica a deslocações por motivos de saúde nem a viagens de férias, desde que estas respeitem os regulamentos internos em vigor nas respetivas instituições. 

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