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Chapo nega violação dos direitos humanos em Cabo Delgado

29 de novembro de 2025

O Presidente moçambicano negou quaisquer violações de direitos humanos no megaprojeto de gás em Cabo Delgado, acusando investigadores e media de difundirem desinformação sem base em evidências oficiais.

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Chapo em Pemba, Moçambique
Chapo afirmou que as equipas "não constataram as questões que os jornais e alguns que se fazem de investigadores ao nível internacional estão a invocar"Foto: DW

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, classificou este sábado (29.11) como falsas as acusações de violação dos direitos humanos no megaprojeto de gás em Cabo Delgado.

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, afirmou em Pemba que não existem evidências de violações dos direitos humanos em Cabo Delgado. Chapo acusou certos pesquisadores e meios de comunicação de manipularem a opinião pública nacional e internacional com alegações infundadas.

Segundo o Presidente, investigações da Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) não confirmaram as denúncias divulgadas. As declarações de chapo surgem dias depois de uma queixa em Paris, França, contra a petrolífera TotalEnergies, sobre alegada conivência no massacre de populações em Afungi, durante o ataque terrorista à vila de Palma em 2021.

Falando em conferência de imprensa após visitar a primeira delegação provincial da CNDH, Chapo disse que determinados atores "se fazem de investigador para manipular a opinião pública com estudos sobre o alegado desrespeito dos direitos humanos em Cabo Delgado”, acrescentando que "há desinformação e manipulação da opinião pública ao nível nacional e internacional”.

Segundo o Presidente, várias instituições, incluindo a CNDH e a PGR, deslocaram-se aos distritos mais afetados pela violência armada para averiguar as denúncias.

Chapo afirmou que as equipas "não constataram as questões que os jornais e alguns que se fazem de investigadores ao nível internacional estão a invocar”, após trabalhos realizados em Palma, Afungi, Mocímboa da Praia, Macomia e outras zonas atingidas pelo terrorismo.

Chapo acrescentou que a abertura da delegação da CNDH em Pemba representa "uma demonstração clara de que o Governo da República de Moçambique está comprometido em continuar a trabalhar para consolidar o Estado de Direito Democrático e, ao mesmo tempo, continuar a consolidar o respeito pelos direitos humanos".

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