1. Ir para o conteúdo
  2. Ir para o menu principal
  3. Ver mais sites da DW

Coordenador do ANAMOLA morto a tiro em Chimoio

10 de maio de 2026

Anselmo Vicente foi atingindo mortalmente a tiro na noite deste sábado. Em reação, Venâncio Mondlane garante: “podem matar pessoas, mas não vão parar o que acreditamos".

https://p.dw.com/p/5DYAX
Estrada em Chimoio, Moçambique
O coordenador do partido fundado por Venâncio Mondlane foi baleado em plena estrada Nacional 6 por elementos que se encontravam no interior de uma viatura Foto: DW

Em declarações aos jornalistas, esta manhã, em Chimoio, o porta-voz da Polícia da República de Moçambique na província de Manica, Mouzinho Manasse, confirmou que o crime aconteceu na noite de sábado (09.05), quando Anselmo Vicente, juntamente com outro membro do ANAMOLA, "regressava de uma reunião partidária" naquela cidade.

O coordenador do partido fundado por Venâncio Mondlane, candidato presidencial em 2024 e principal contestatário da governação em Moçambique, foi baleado em plena estrada Nacional 6 por elementos que se encontravam no interior de uma viatura e que se colocaram rapidamente em fuga, segundo a polícia, que está a investigar o crime.

Anselmo Vicente, de 38 anos e que tinha sido empossado no cargo por Venâncio Mondlane há menos de um mês, ainda foi transportado com vida ao hospital local, onde viria a falecer.

"Não vão parar o que acreditamos”

"Derramaram sangue, mas despertaram ainda mais coragem. Cada flor deixada naquele chão é um juramento de resistência. O que aconteceu em Chimoio não vai nos silenciar. A violência não vai nos fazer abandonar a luta. Podem matar pessoas, mas não vão parar o que acreditamos", escreveu hoje Venâncio Mondlane, na sua conta oficial na rede social Facebook.

De acordo com informação da organização não-governamental Decide, que monitoriza os processos eleitorais em Moçambique, só desde julho só foram contabilizados 23 "ataques a membros da oposição", do ANAMOLA, que Venâncio Mondlane fundou há menos de um ano, e do PODEMOS, partido que apoiou a sua candidatura presidencial em 2024.

Em 18 de abril, precisamente em Chimoio, ao dar posse aos coordenadores locais do ANAMOLA, Venâncio Mondlane denunciouo assassinato de 55 apoiantes do seu projeto político, e o registo de 436 casos de "violência grave", afirmando que é resultado de lutar pela "verdade eleitoral".

Venâncio Mondlane apontou, então, o registo de "436 casos de violência grave" envolvendo o seu projeto político Anamola, criado em agosto.

"Neste momento totalizam 55 irmãos nossos deste projeto que perderam a vida, não de morte natural, assassinados. Temos 55 mártires desta nossa luta, entre os quais o primeiro mártir Elvino Dias", denunciou.

"Ainda tenho medo de morrer"

Saltar a secção Mais sobre este tema