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Tomahawks impulsionam diálogo para fim da guerra na Ucrânia

am
17 de outubro de 2025

Donald Trump e Vladimir Putin reúnem-se dentro de duas semanas, em Budapeste, na Hungria. Segundo o Presidente norte-americano, o encontro discutirá formas de pôr fim à guerra na Ucrânia.

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EUA 2000 | Lançamento de um míssil de cruzeiro Tomahawk da Marinha dos EUA
Foto: Department of Defense/ZUMA/picture alliance


O Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou esta quinta-feira (16.10) aos jornalistas na Casa Branca: "Vamos nos reunir na Hungria. Viktor Orbán será o anfitrião". O Primeiro-ministro húngaro, Viktor Urban, e o Kremlin confirmam o encontro. E dizem que os preparativos já começaram.

Trump acrescentou que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, se reunirá em breve com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, para preparar as negociações e definir a data da cimeira.

A decisão foi tomada durante a conversa telefónica que Trump e Putin mantiveram nesta quinta-feira (15.10).

"Foi uma conversa  boa e produtiva. Mas vou encontrar-me com o Presidente Putin e vamos definir os próximos passos. Amanhã me encontro com o Presidente Zelensky e vou informá-lo sobre o telefonema", disse Trump.

Questionado sobre a possibilidade de uma reunião presencial entre Putin e Zelensky, Trump declarou: "Temos um problema. Eles não se dão muito bem, esses dois... Talvez possamos fazer algo em que fiquem separados — separados, mas iguais".

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Fornecimento de mísseis 

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou, a chegada à Washington, onde se encontrará esta sexta-feira (17.10) com Donald Trump, que a ameaça de fornecimento de mísseis Tomahawks a Kiev pelos Estados Unidos levou o Presidente russo, Vladimir Putin, a apressar-se em retomar as conversações de paz.

Trump confirmou que discutiu com Putin a possibilidade de vender Tomahawks para Kiev. E segundo disse: "Ele não gostou da ideia. Realmente não gostou. O Tomahawk é uma arma cruel, muito destrutiva, e ninguém quer Tomahawk".

Yuri Ushakov, conselheiro de relações exteriores do Presidente russo, concorda que o tema foi abordado na conversa entre Trump e Putin. E acrescenta: "Vladimir Putin reiterou a sua posição de que os Tomahawks não mudarão a situação no campo de batalha, mas causarão danos significativos às relações entre os nossos países, sem falar nas perspetivas de um acordo pacífico".

O envio dos mísseis Tomahawk à Ucrânia ainda não está garantido. Donald Trump tinha ameacado enviar este armamento à Kiev, para persuadir Putin a parar com o conflito. Mas ontem mudou de tom e afirmou que os Estados Unidos precisam dessas armas.

O Presidente norte-americano insiste que continuará o diálogo com Zelensky e Putin em busca da paz na Ucrânia. Zelensky afirmou nesta quinta-feira, por meio de uma mensagem na rede social X, que espera que o acordo de cessar-fogo em Gaza "ajude a pôr fim à guerra da Rússia contra a Ucrânia".

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