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Chang deportado para Moçambique sete anos após detenção

7 de abril de 2026

Ex-ministro das Finanças Manuel Chang já foi deportado para Moçambique, sete anos após detenção na África do Sul. Foi condenado nos EUA por conspiração para fraude e branqueamento de capitais no caso das dívidas ocultas.

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Manuel Chang, ex-ministro das Finanças de Moçambique, no tribunal de Kempton Park, na África do Sul, em 2019
Manuel Chang foi detido na África do Sul, em dezembro de 2018, tendo sido depois extraditado para os EUAFoto: Phill Magakoe/AP Photo/picture alliance

Manuel Chang já não se encontra sob custódia das autoridades norte-americanas. A deportação do ex-deputado para Moçambique foi concluída, segundo informação do Serviço de Imigração e Controlo de Alfândegas dos EUA (ICE) citada na segunda-feira (06.04) pela agência de notícias Lusa.

De acordo com a TV Miramar, Chang terá desembarcado no Aeroporto Internacional de Maputo no domingo (05.04), no voo ET819 da Ethiopian Airlines.

A operação aconteceu mais de uma semana depois do prazo previsto para a libertação e deportação do antigo ministro das Finanças para Moçambique, devido a problemas na escala prevista em Lisboa, a capital portuguesa.

Dívidas ocultas: "A detenção de Chang foi a melhor coisa"

A Embaixada de Moçambique em Washington emitiu um documento de viagem de emergência, que "foi aceite pelo ICE", tendo sido adquirida uma viagem para a sua deportação via TAP Air Portugal, com o trajeto Boston - Lisboa - Maputo, que devia ter acontecido em 26 de março, quando Chang passou para a custódia do ICE.

Nesse dia, ainda foi levado para o aeroporto de Boston, mas acabou "impedido de embarcar" porque o "documento de viagem não tinha sido aprovado pelas autoridades portuguesas, que seriam responsáveis durante a escala em Lisboa", explicou na altura a defesa de Manuel Chang.

Manuel Chang foi detido na África do Sul, em dezembro de 2018 tendo sido depois extraditado para os EUA. Foi condenado no âmbito do processo das dívidas ocultas, descobertas em 2016 e estimadas em 2,7 mil milhões de dólares (2,3 mil milhões de euros), segundo o Ministério Público moçambicano.

Manuel Chang foi acusado de aceitar subornos e de conspiração para desviar fundos dos esforços de Moçambique para proteger e expandir as indústrias de gás natural e pesca, num plano para enriquecer e enganar investidores.