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ConflitosMédio Oriente

Passagem de Rafah entre Gaza e o Egito reaberta

2 de fevereiro de 2026

No Médio Oriente, foi hoje reaberta a passagem de Rafah, entre a Faixa de Gaza e o Egito. A medida faz parte do plano de paz para a região, patrocinado por Donald Trump, e já mereceu elogios da União Europeia.

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Ambulâncias egípcias aguardam a abertura da passagem de Rafah para fornecer ajuda humanitária e assistência médica
Missão de assistência da União Europeia (UE) está a supervisionar as operações fronteiriças em RafahFoto: Ahmed Sayed/Anadolu/picture alliance

Cento e cinquenta pessoas foram autorizadas hoje a sair da Faixa de Gaza pela passagem fronteiriça de Rafah, nomeadamente 50 doentes com dois acompanhantes cada, disseram à agência de notícias AFP fontes oficiais egípcias na fronteira. 

A passagem de Rafah é um ponto importante, entre a Faixa de Gaza e o Egito – tanto para o movimento de pessoas como para o transporte de alguns bens. Mas o ataque contra Israel a 7 de outubro de 2023 e a guerra que se seguiu, contra o movimento islamista Hamas, mudaram tudo.

Primeiro, o Egito trancou a passagem, que foi, mais tarde, interditada por forças israelitas ao assumirem o controlo do lado palestiniano.

Hoje, Rafah voltou a abrir, a conta-gotas. Esta é, por isso, considerada uma abertura "simbólica", ainda assim, integrada no plano de paz para a região patrocinado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

Enviado dos EUA reúne-se com Netanyahu 

A abertura da passagem de Rafah tem lugar um dia antes de uma reunião, em Jerusalém, do enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente, Steve Witkoff, com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

Em 24 de janeiro, o enviado dos EUA já tinha pressionado Netanyahu a reabrir rapidamente a passagem de Rafah, em linha com o plano de paz impulsionado por Trump. 

A União Europeia (UE) aplaudiu a reabertura da passagem de Rafah. Uma missão de assistência da UE está a supervisionar as operações fronteiriças.

Estima-se que a passagem terá capacidade para processar, no máximo, 200 pessoas por dia: 50 entradas e 150 saídas da Faixa de Gaza para o Egito.

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