1. Ir para o conteúdo
  2. Ir para o menu principal
  3. Ver mais sites da DW

Moçambique: Chapo quer combate ao terrorismo sem desculpas

5 de dezembro de 2025

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, avisou hoje que não quer desculpas no combate ao terrorismo e assumiu não ser responsabilidade dos soldados que se mantenha a violência extremista desde 2017 em Cabo Delgado.

https://p.dw.com/p/54ppn
Daniel Chapo, Presidente de Moçambique
Daniel Chapo: "Vamos todos trabalhar, e neste caso equivale dizer, vamos todos combater o terrorismo"Foto: Amanuel Sileshi/AFP

"Tendo em conta que vocês conhecem a visão do comandante em chefe para este setor, a questão que nós levantamos é: o que estão a espera para materializar esta nossa visão? O chefe do Estado quer ver Moçambique livre do terrorismo para desenvolvermos este nosso Moçambique. Não podem existir desculpas enquanto o terrorismo não passar para a história", disse Daniel Chapo.

O chefe do Estado moçambicano falava em Maputo na abertura do conselho coordenador do Ministério da Defesa, que decorre sob lema "Setor da Defesa Nacional Engajado no Combate ao Terrorismo e outras Ameaças à Segurança Nacional como Pressupostos Basilares para o Desenvolvimento de Moçambique", em que recordou que cabe à defesa garantir a paz para o desenvolvimento.

"Vamos todos trabalhar, e neste caso equivale dizer, vamos todos combater o terrorismo. A tradição militar diz que não existe soldado mau, o que existe é comandante fraco. Até onde sabemos, a maioria dos que estão nesta sala são comandantes e oficiais, e se o terrorismo ainda não terminou certamente não é porque os nossos soldados são maus, deve existir uma explicação durante o debate deste conselho coordenador", disse Chapo.

Chapo ainda não conseguiu romper com as velhas práticas?

Ao assumir que cabe à defesa defender o território para que o país assegure a independência económica, Chapo desafiou aos militares a avançarem com ações concretas na consolidação da paz e estabilidade nacional, referindo que passa por garantir a pacificação das zonas afetadas pela violência extremista, reforçando a presença da autoridade do Estado nestes locais.

O objetivo passa pelo "aprimoramento das relações entre as comunidades e as forças armadas, no sentido de que nas regiões de instabilidade militar as populações vejam nos nossos soldados os verdadeiros amigos e porto seguro para o nosso povo", disse, apontando que "o trabalho da inteligência militar estará mais facilitado porque será o povo a fornecer algumas informações operacionais".

Daniel Chapo quer que a reunião do setor da defesa aposte na formação e valorização do capital humano, privilegiando competências técnicas, operacionais e disciplinares, com foco na inteligência, ciberdefesa e operações especiais, além de apostar no desenvolvimento da base industrial da defesa e estimulando parcerias para reduzir a dependência externa.

"Reforço de combate ao terrorismo e outras ameaças, o que significa a necessidade de intensificar a capacidade de resposta às ameaças assimétricas em articulação com parceiros regionais e internacionais", avançou ainda o chefe do Estado.

Chapo relegou combate ao terrorismo para segundo plano?

Saltar a secção Mais sobre este tema