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Combates regressam após cessar-fogo falhado na RDCongo

20 de fevereiro de 2026

O Governo da RDCongo e o M23 trocam acusações de violar o cessar‑fogo proposto por Angola, após breves horas de acalmia. Combates retomam no Kivu do Sul, aumentando a tensão num conflito que dura há mais de três décadas.

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República Democrática do Congo, 2025 | Milícias Wazalendo rendem-se aos rebeldes do M23 em Uvira
Governo congolês e M23 trocam acusações após breve trégua marcada por avanços e recuos no terrenoFoto: Daniel Buuma/Getty Images

O Governo congolês e o grupo extremista Movimento 23 de Março (M23) acusaram-se hoje mutuamente de violação do cessar-fogo proposto por Angola para o leste da República Democrática do Congo (RDCongo).

Angola propôs que o cessar-fogo entrasse em vigor na quarta-feira (18.02.), e as autoridades congolesas aceitaram.

O leste da RDCongo, devastado por mais de 30 anos de conflito, enfrenta desde 2021 a ressurgência do grupo armado M23, que tomou vastas áreas nas províncias do Kivu do Norte e do Kivu do Sul no ano passado, com o alegado apoio do Ruanda.

O grupo armado lançou uma nova ofensiva em dezembro contra a cidade de Uvira, em plena ratificação de um acordo entre a RDCongo e o Ruanda sob mediação norte-americana, o que suscitou a irritação de Washington.

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Angola, outro mediador do conflito no leste da RDCongo, tinha proposto a Kinshasa e ao M23 que respeitassem um cessar-fogo a partir de quarta-feira.

Kinshasa declarou em seguida aceitá-lo, mas sem confirmar uma data, ao que o M23 reagiu acusando o Governo congolês de manipulação.

Os combates diminuíram temporariamente de intensidade em vários pontos da linha da frente na quarta-feira à tarde e na quinta-feira, segundo fontes locais e de segurança.

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No entanto, hoje, o exército congolês acusou, em comunicado, o M23 de ter "atacado as suas posições nas províncias do Kivu do Norte e do Kivu do Sul e de sabotar o processo de paz".

Por sua vez, o M23 denunciou violações do cessar-fogo pelas forças de Kinshasa, num comunicado divulgado na noite de quinta para sexta-feira (hoje).

Fontes locais indicaram hoje à agência France-Presse (AFP) uma retoma dos combates nos arredores de Minembwe, uma localidade situada nos planaltos do Kivu do Sul, onde o exército congolês, apoiado por milícias locais e soldados burundeses, enfrenta há várias semanas uma coligação de milícias afiliadas ao M23.

Uma relativa acalmia manteve-se nos restantes pontos da linha da frente na província do Kivu do Sul, acrescentaram as mesmas fontes.