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PolíticaEstados Unidos

Trump: Acordo sobre Gaza está "muito, muito próximo"

29 de setembro de 2025

O plano inclui um cessar-fogo na ofensiva israelita, a libertação de todos os reféns e o estabelecimento de um governo de transição. Israel diz aceitar o plano, condicionando-o a mudanças na Autoridade Palestiniana.

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Washington D.C. 2025 | Donald Trump e Benjamin Netanyahu
O Presidente dos Estados Unidos recebeu, esta segunda-feira, na Casa Branca, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Ao lado de Netanyahu, Trump agradeceu-lhe por "ter aceitado" o seu plano de 20 pontos para GazaFoto: Jim Watson/AFP

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou, esta segunda-feira (29.09), que um acordo sobre a Faixa de Gaza está "muito, muito próximo", numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, após uma reunião na Casa Branca.

Ao lado de Netanyahu, Trump agradeceu-lhe por "ter aceitado" o seu plano de 20 pontos para Gaza, que prevê que o líder norte-americano presida uma comissão para supervisionar a transição naquele enclave palestiniano.

O Presidente dos Estados Unidos afirmou esperar, agora, que o movimento islamita palestiniano Hamas, desde 2007 no poder na Faixa de Gaza, aceite o seu plano de paz.

"Ninguém será forçado a sair de Gaza"

Entretanto, Donald Trump, divulgou o plano de 20 pontos, que ainda tem de ser ratificado entre as partes envolvidas, Israel e o Hamas. O plano inclui a sua presidência de um comité que supervisionará a transição no território palestiniano.

Este plano, no qual a Casa Branca garante que "ninguém será forçado a sair de Gaza", foi divulgado pouco antes de uma conferência de imprensa conjunta entre o Presidente norte-americano e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

Washington D.C. 2025 | Donald Trump e Benjamin Netanyahu
O Presidente dos Estados Unidos afirmou esperar, agora, que o movimento islamita palestiniano Hamas, desde 2007 no poder na Faixa de Gaza, aceite o seu plano de pazFoto: Evan Vucci/AP Photo/dpa/picture alliance

O plano inclui um cessar-fogo na ofensiva israelita, a libertação de todos os reféns e o estabelecimento de um governo de transição supervisionado por uma junta presidida pelo próprio Trump. Os Estados Unidos comprometem-se também a mediar entre Israel e a Palestina para uma "coexistência pacífica" e abrem caminho para a criação de um Estado palestiniano.

O republicano apresentou este plano ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, durante o seu encontro na Casa Branca, e assegurou que o israelita aceitou a proposta. Netanyahu manifestou apoio ao plano, mas condicionou-o a mudanças "radicais" na Autoridade Palestiniana. 

O plano visa pôr termo à guerra em curso na Faixa de Gaza, desencadeada pelo ataque do grupo extremista palestiniano Hamas no sul de Israel em 07 de outubro de 2023.

Desculpas ao Catar

Também hoje, o primeiro-ministro de Israel telefonou para o premiê do Catar, Mohammed bin Abdul Rahman Al Thani, para pedir desculpas pelo ataque de forças de seu país a Doha no último dia 9, no qual seis pessoas morreram, informou a rede de televisão "Al Jazeera". 

O pedido de desculpas ocorreu durante “um telefonema” que o premiê do Catar recebeu de Netanyahu no momento em que este se reunia com Trump, segundo a Al Jazeera, que cita "uma fonte bem informada". 
O ataque do Hamas causou a morte de mais de 1.200 pessoas e 251 reféns, segundo as autoridades israelitas.

A ofensiva israelita que se seguiu em Gaza provocou mais de 66.000 mortos, de acordo com o Ministério da Saúde do governo do Hamas, cujos dados são considerados fiáveis pela ONU.

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