Trump dá 10 dias ao Irão para aceitar novo acordo nuclear
20 de fevereiro de 2026
Donald Trump descreveu o Irão como "um dos pontos mais quentes do mundo neste momento". E deixou um aviso à navegação: "Talvez tenhamos de dar um passo adiante, ou talvez não. Talvez cheguemos a um acordo. Coisas más poderão acontecer se não tivermos o acordo.Vocês vão ver nos próximos, provavelmente, dez dias."
A Casa Branca confirmou que Teerão deverá apresentar em breve uma posição mais detalhada. A porta‑voz Karoline Leavitt sublinha que a diplomacia continua a ser a prioridade de Trump, mas admite que há "argumentos fortes” para uma eventual ação militar, caso as conversações avancem pouco.
Trump voltou a avisar que o Irão não pode desenvolver armas nucleares. "Eles não podem continuar a ameaçar a estabilidade da região. Não podem ter armas nucleares. É simples. Não haverá paz no Médio Oriente se tiverem uma arma nuclear e isso foi explicado de forma muito clara", disse.
O Irão voltou a afirmar que tem direito a produzir combustível nuclear para fins pacíficos. Garantiu ainda que está a cumprir as regras da Agência Internacional de Energia Atómica.
Tensão crescente no Médio Oriente
Nas últimas horas a tensão aumentou no Médio Oriente. A imprensa norte‑americana noticia que existe "probabilidade de 90%” dos Estados Unidos recorrerem aos ataques militares se não houver progressos nos próximos dias.
Questionado sobre se pondera atacar o Irão, o Presidente dos Estados Unidos respondeu: "Não vou falar sobre isso consigo. Mas vamos ter um acordo ou será uma infelicidade para eles."
No entanto, o Irão avisou, em carta enviada na quinta‑feira ao secretário‑geral da ONU, António Guterres, que responderá "de forma decisiva” a qualquer ataque e que considerará as bases dos EUA na região como alvos legítimos.
A missão iraniana alertou que a retórica de Donald Trump representa um "risco real de agressão militar", embora Teerão diga não querer iniciar uma guerra. O embaixador afirmou ainda que qualquer resposta ocorrerá ao abrigo do artigo 51.º da Carta da ONU.
Estas declarações chegam poucos dias depois da segunda ronda negocial entre Washington e Teerão, realizada em Genebra, a qual as autoridades iranianas consideram ter sido construtiva.