Kiev: Maior ataque russo a infraestruturas de gás desde 2022
3 de outubro de 2025
Segundo o Exército ucraniano, foram utilizados quase 400 'drones' e 35 mísseis, dos quais 78 'drones' e 18 mísseis atingiram as infraestruturas nas regiões de Poltava, Sumy, Dnipropetrovsk, Odessa, Chernigov e Kiev. As zonas de Sumy e Chernigov sofreram os danos "mais significativos", informou a operadora estatal Ukrenergo.
O Presidente da empresa energética Naftogaz, Serhi Koretski, classificou o bombardeamento como "o maior ataque maciço à infraestrutura de produção de gás desde o início da guerra", em fevereiro de 2022.
O Serviço de Defesa Civil confirmou pelo menos três feridos na região de Kharkiv, onde um incêndio provocado pelo ataque destruiu ainda uma grande exploração de suínos em Nova Vodolaha.
Moscovo já admitiu o ataque, assegurando ter usado "armas de precisão de longo alcance em terra, ar e mar, bem como 'drones' de ataque" contra o complexo militar-industrial ucraniano e as infraestruturas energéticas que alega servirem para sustentar as operações militares de Kiev.
A invasão russa da Ucrânia, que já provocou mais de 50 mil vítimas entre mortos e feridos, incluindo três mil crianças, "entrou numa fase ainda mais perigosa e mortal para os civis ucranianos", alertou hoje a ONU.
Segundo o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, essa fase está a alastrar com "bombardeamentos contínuos contra escolas, hospitais e abrigos".