UE rejeita eleições na Crimeia e Trump pede à NATO embargo
13 de setembro de 2025
A União Europeia (UE) declarou este sábado (13.09) que não reconhece as eleições regionais e locais que decorrem este fim de semana na Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, enquanto o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apelou a um embargo total ao petróleo russo pelos países da NATO para pôr fim ao conflito.
Num comunicado divulgado pelo Serviço Europeu para a Ação Externa (SEAE), Bruxelas condenou o ato eleitoral organizado pelas autoridades russas, que começou na sexta-feira e se prolonga até domingo em 81 regiões da Federação Russa, incluindo a cidade de Sebastopol, na península da Crimeia.
"A UE não reconhece nem as chamadas ‘eleições', nem os seus resultados no território ocupado. Estas eleições constituem mais uma violação do direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas, bem como da soberania, independência e integridade territorial da Ucrânia”, lê-se no documento, que reitera: "A Crimeia é Ucrânia”.
A presidente da Comissão Eleitoral Central da Rússia, Ella Pamfílova, garantiu na quinta-feira que o país realizaria as eleições locais e regionais "apesar das condições de guerra”.
Em Washington, Donald Trump afirmou na rede social Truth Social que acredita que "a guerra mortífera, mas ridícula” entre Rússia e Ucrânia terminaria se todos os membros da NATO deixassem de comprar petróleo russo e impusessem tarifas de até 100% sobre as compras chinesas de energia a Moscovo.
"Estou pronto para impor sanções significativas contra a Rússia, assim que todos os países da NATO decidirem fazer o mesmo e pararem de comprar petróleo russo”, escreveu o Presidente norte-americano, acusando alguns aliados da aliança atlântica de enfraquecerem "a posição negocial em relação à Rússia” ao manterem estas importações.
A Turquia, membro da NATO, é atualmente o terceiro maior comprador de petróleo russo, depois da China e da Índia, segundo o Centro de Investigação sobre Energia e Ar Limpo. Outros aliados envolvidos no comércio de energia com Moscovo incluem a Hungria e a Eslováquia.
As declarações de Trump surgem após uma nova escalada do conflito, com drones russos abatidos recentemente pela Polónia no seu espaço aéreo, e no momento em que o Congresso norte-americano procura obter o apoio do Presidente para endurecer as sanções contra Moscovo.
Bruxelas reafirmou que continuará a apoiar a Ucrânia "nos seus esforços para resistir à guerra de agressão da Rússia” e defendeu uma "paz ampla, justa e duradoura” no país invadido em fevereiro de 2022.