1. Pular para o conteúdo
  2. Pular para o menu principal
  3. Ver mais sites da DW

Irã formaliza criação de organismo para gerir Ormuz

Publicado 28 de fevereiro de 2026Última atualização 18 de maio de 2026

Nova Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico vai ser responsável por aprovar trânsito de navios e cobrar taxas de passagem no estreito de Ormuz. Acompanhe as últimas notícias do conflito.

https://p.dw.com/p/59Wx9
Navios em Ormuz
Navios em OrmuzFoto: Amirhosein Khorgooi/ISNA/AP Photo/picture alliance
Pular a seção O que você precisa saber

O que você precisa saber

  • Trump diz ter cancelado novo ataque ao Irã a pedido de países do Golfo
  • Popularidade de Trump registra queda em meio à guerra
  • Irã formaliza criação de organismo para gerir estreito de Ormuz 
  • Israel continua a lançar ataques mortíferos no Líbano, mesmo sob cessar-fogo

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio: 

Pular a seção Trump diz ter cancelado novo ataque ao Irã a pedido de países do Golfo
18 de maio de 2026

Trump diz ter cancelado novo ataque ao Irã a pedido de países do Golfo

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (18/05) que tomou a decisão de cancelar um novo ataque militar ao Irã, que teria sido originalmente planejado para terça-feira, a pedido dos países do Golfo, enquanto "negociações sérias estão em andamento".

Em uma publicação na rede Truth Social, ele disse que foi solicitado a adiar o suposto ataque pelos líderes do Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Trump afirmou ter sido informado de que um acordo "muito aceitável" para os EUA estaria a caminho de ser firmado, acrescentando que "NÃO HAVERÁ ARMAS NUCLEARES PARA O IRÃ!".

Por outro lado, ele alertou que as forças americanas estariam preparadas para "prosseguir com um ataque em grande escala contra o Irã, a qualquer momento", caso não se chegue a um acordo aceitável.

O Irã ainda não se manifestou publicamente sobre essas declarações de Trump.

No último fim de semana, Trump havia alertado o Irão de que "o tempo está se esgotando", em meio a um impasse nas negociações para o fim da guerra.

jps (ots)

https://p.dw.com/p/5Dwaj
Pular a seção Nível de aprovação de Trump cai para 37% em meio ao aumento da rejeição à guerra no Irã
18 de maio de 2026

Nível de aprovação de Trump cai para 37% em meio ao aumento da rejeição à guerra no Irã

Trump
Foto: Mandel Ngan/AFP

Uma maioria de 59% dos americanos desaprovam a gestão do presidente Donald Trump à frente do país, contra 37% que a apoiam, enquanto cresce a rejeição à guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irãe suas consequências econômicas, segundo aponta uma pesquisa publicada nesta segunda-feira. 

A mais recente sondagem do jornal The New York Times e do Instituto Siena mostra que 64% dos entrevistados acreditam que Trump cometeu um erro ao atacar a república islâmica. 

Esta opinião é compartilhada por uma maioria de 93% dos democratas e 73% dos eleitores independentes, algo que pode custar apoio ao Partido Republicano a apenas seis meses das eleições legislativas de meio de mandato, nas quais estará em jogo o controle de ambas as Casas do Congresso. 

Apenas 30% dos consultados, incluindo 70% dos republicanos, acreditam que Trump agiu corretamente ao iniciar o conflito. 

De acordo com o jornal americano, o atual índice de aprovação do presidente - visto por analistas como um indicador histórico-chave para prever o desempenho do partido governante nas urnas - é o mais baixo registrado por esta pesquisa durante o segundo mandato do republicano. 

A consulta foi realizada com 1.507 eleitores registrados em todos os EUA, entre os dias 11 e 15 de maio, em meio à estagnação no diálogo de paz entre Washington e Teerã e ao aumento dos preços da gasolina devido ao bloqueio iraniano no Estreito de Ormuz, por onde passava 20% do petróleo mundial. 

A maioria dos entrevistados reprovam a gestão do presidente em áreas-chave como o custo de vida e a economia em geral, com 69% e 64% de rejeição, respectivamente. 

Outros 56% desaprovam a condução da imigração por parte do republicano, que redobrou suas políticas antimigratórias sob promessas de campanhas massivas de deportação e o aumento das batidas policiais, sobretudo em cidades de maioria democrata. 

Além disso, uma maioria de 62% não concorda com as ações de Trump na guerra na Faixa de Gaza, contra 31% que o apoiam. 

No início de maio, uma pesquisa do jornal The Washington Post, da emissora ABC e do Ipsos mostrou que a rejeição dos americanos à guerra no Irã já atinge níveis de desaprovação comparáveis aos conflitos do Iraque e do Vietnã, em um contexto de incerteza econômica e risco de ataques terroristas. 

Na ocasião, 61% dos entrevistados afirmaram que as ações militares lançadas por EUA e Israel contra a república islâmica foram um erro, e menos de 20% disseram acreditar no sucesso das operações, como proclama Trump. 

jps (EFE)

https://p.dw.com/p/5DwSy
Pular a seção Trump chama imprensa e democratas de "loucos" por postura sobre o Irã
18 de maio de 2026

Trump chama imprensa e democratas de "loucos" por postura sobre o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou novamente nesta segunda-feira os meios de comunicação e a oposição democrata, acusando-os de terem ficado "loucos" com a guerra do Irã. 

Em uma mensagem em sua plataforma Truth Social, o líder republicano afirmou que a visão da imprensa americana está tão distorcida que, na hipótese de Teerã se render, as manchetes seriam de que "o Irã teve uma vitória magistral e brilhante sobre os Estados Unidos". 

Trump apontou especificamente para o "fracassado" The New York Times, o Wall Street Journal e a "corrupta e irrelevante" CNN. 

"Os democratas tolos e os meios de comunicação perderam completamente o rumo. Ficaram completamente loucos!", opinou. 

As negociações entre Washington e Teerã para pôr fim à guerra iniciada em fevereiro por Estados Unidos e Israel estão estagnadas há semanas, enquanto o bloqueio do Estreito de Ormuz ameaça causar graves consequências econômicas. 

A república islâmica rejeitou reiteradamente as condições impostas pelo governo Trump para frear o enriquecimento de urânio e anunciou nesta segunda-feira que apresentou uma contraproposta por meio de mediadores paquistaneses. 

No domingo, Trump ameaçou retomar a ofensiva, pausada desde abril por um cessar-fogo, ao afirmar que o tempo do Irã está "acabando". 

jps (EFE)

https://p.dw.com/p/5DwSx
Pular a seção Irã ameaça cobrar por uso de cabos submarinos de Ormuz
18 de maio de 2026

Irã ameaça cobrar por uso de cabos submarinos de Ormuz

A Guarda Revolucionária iraniana ameaçou nesta segunda-feira (18/05) cobrar pela utilização dos cabos submarinos que atravessam o estreito de Ormuz, sublinhando que qualquer perturbação nesses equipamentos custaria à economia global "centenas de milhões de dólares por dia".

Numa mensagem publicada na plataforma digital Telegram, a força da República Islâmica afirmou que, em nome da "soberania absoluta" do Irão sobre as suas águas territoriais, o país "poderá declarar que todos os cabos de fibra ótica que atravessam o estreito estão sujeitos a licenças e monitoramento".

A mensagem da Guarda Revolucionária surgiu horas depois de o governo iraniano ter formalizado a criação de um novo organismo para a gestão do estreito de Ormuz, via marítima estratégica para o comércio mundial de petróleo e derivados que Teerã controla desde o início da guerra com os Estados Unidos e Israel, a 28 de fevereiro.

A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês) já tem uma conta oficial, através da qual irá fornecer "atualizações em tempo real sobre as operações" no estreito.

O anúncio foi compartilhado nas redes sociais pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional e pela Marinha da Guarda Revolucionária, noticiou a agência francesa AFP.

jps (Lusa)

https://p.dw.com/p/5DwSv
Pular a seção Irã diz ter atacado forças ligadas a EUA e Israel no oeste do país
18 de maio de 2026

Irã diz ter atacado forças ligadas a EUA e Israel no oeste do país

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta segunda-feira (18/05) que suas forças atacaram grupos ligados aos Estados Unidos e a Israel na província do Curdistão, no oeste do país, perto da fronteira com o Iraque.

Em nota divulgada pela agência de notícias Isna, a Guarda Revolucionária relatou que grupos do norte do Iraque, "agindo em nome dos EUA e do regime sionista, estavam tentando contrabandear um grande carregamento de armas e munições americanas" para o Irã. 

Eles disseram que os grupos foram atingidos na cidade iraniana de Baneh, na região do Curdistão.

rc (AFP)

https://p.dw.com/p/5DvmE
Pular a seção Irã formaliza criação de organismo para gerir estreito de Ormuz
18 de maio de 2026

Irã formaliza criação de organismo para gerir estreito de Ormuz

Navios em Ormuz
Navios em OrmuzFoto: Amirhosein Khorgooi/ISNA/AP Photo/picture alliance

O Irã formalizou nesta segunda-feira (18/05) a criação de um novo organismo para a gestão do estreito de Ormuz, a via marítima estratégica para o comércio mundial de petróleo que Teerã controla desde o início da guerra.

A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês) já tem uma conta oficial, através da qual irá fornecer "atualizações em tempo real sobre as operações" no estreito.

O anúncio foi partilhado nas redes sociais pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional e pela Marinha da Guarda Revolucionária, noticiou a agência France-Presse (AFP).

O Irã bloqueou o estreito de Ormuz desde o início da ofensiva militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro.

Teerã respondeu também com ataques contra os países da região, numa guerra que causou já milhares de mortos, sobretudo no Irã e no Líbano. 

As competências exatas da nova estrutura não foram divulgadas de imediato, mas, segundo o jornal especializado em navegação Lloyd's List, cabe à PGSA "aprovar o trânsito de navios e cobrar taxas de passagem no estreito de Ormuz".

As embarcações são obrigadas a fornecer informações detalhadas sobre o proprietário, o seguro, os membros da tripulação e a rota de trânsito prevista, de acordo com a mesma fonte.

No início de maio, a televisão estatal iraniana apresentou o novo organismo como um "sistema destinado a exercer a soberania" do Irã sobre o estreito de Ormuz.

O presidente da comissão parlamentar de segurança nacional, Ebrahim Azizi, afirmou no domingo que o país tinha "instituído um mecanismo profissional de gestão de tráfego" no estreito, que estaria operacional em breve.

Desde o início do conflito, o Irã tem insistido que o tráfego no estreito "não voltará à situação anterior à guerra".

Teerã anunciou em abril que arrecadou as primeiras receitas provenientes das portagens impostas nesta via estratégica.

O controle iraniano da passagem marítima por onde circula habitualmente cerca de um quinto da produção mundial de petróleo perturba os mercados energéticos globais e confere a Teerã um importante trunfo estratégico.

Os Estados Unidos mantêm um bloqueio aos portos iranianos desde 13 de abril, decretado um dia depois de terem falhado as primeiras negociações sobre o fim da guerra, sob mediação do Paquistão. Para a realização das conversações, as duas partes concordaram com uma trégua, que está em vigor desde 8 de abril.

jps (Lusa)

https://p.dw.com/p/5DvaN
Pular a seção Execuções disparam em 2025 para o nível mais alto em 44 anos impulsionadas pelo Irã
18 de maio de 2026

Execuções disparam em 2025 para o nível mais alto em 44 anos impulsionadas pelo Irã

As execuções registradas em nível global dispararam 78% em 2025, chegando a 2.707, segundo informou nesta segunda-feira a Anistia Internacional (AI), a cifra mais alta registrada pelo organismo em 44 anos, que foi impulsionada pelo Irã, que mais que duplicou suas execuções. 

O "impressionante aumento" documentado no relatório 'Condenações à morte e execuções 2025', indica a AI, "deveu-se a alguns governos decididos a exercer seu poder por meio do medo", entre os quais destaca o Irã, principal motor da subida, onde foram constatadas quase 80% do total das execuções, especificamente 2.159, mais que o dobro das registradas em 2024 nesse território e seu maior número de execuções em décadas. 

A organização de direitos humanos, que alertou que a China continuou sendo "o país com mais execuções no mundo", apesar de seus dados não constarem no relatório porque suas autoridades os consideram segredo de Estado, elaborou as estatísticas a partir de números de 17 países onde a pena de morte continua vigente, dois a mais que no ano anterior, "apesar da tendência global contínua rumo à abolição". 

"Da China, Irã ou Coreia do Norte, passando por Arábia Saudita e Iêmen, até Kuwait, Cingapura e Estados Unidos, esta vergonhosa minoria está utilizando a pena de morte como arma para infundir temor, sufocar a dissidência e mostrar a força que as instituições estatais têm sobre pessoas desfavorecidas e comunidades marginalizadas", declarou em comunicado a secretária-geral da Anistia Internacional, Agnès Callamard. 

Leia mais

https://p.dw.com/p/5DvaK
Pular a seção Vencedora do Nobel da paz iraniana recebe alta e continua recuperação em casa
18 de maio de 2026

Vencedora do Nobel da paz iraniana recebe alta e continua recuperação em casa

Narges Mohammadi
Narges MohammadiFoto: Narges Foundation Archive/AP Photo/dpa/picture alliance

A vencedora do prêmio Nobel da Paz Narges Mohammadi recebeu alta da unidade de cuidados coronários do hospital Pars de Teerã e foi transferida para sua residência, onde continuará sua recuperação sob acompanhamento médico ambulatorial, segundo informou nesta segunda-feira a fundação que leva seu nome.

Durante as próximas semanas, a ativista deverá passar por um acompanhamento de suas complicações de saúde com sua equipe médica por meio de visitas ao hospital e sessões diárias de fisioterapia ambulatorial, assinalou a Fundação Narges Mohammadi em comunicado publicado em seu site e em suas redes sociais. 

Segundo seus médicos, entre eles cardiologistas e neurologistas, é "absolutamente vital" que ela permaneça sob estreita observação médica e receba atendimento terapêutico especializado fora da prisão, onde cumpria várias penas por acusações relacionadas a "propaganda contra o Estado" e "conspiração contra a segurança nacional". 

A ativista pelos direitos humanos, que permaneceu hospitalizada por 18 dias, "necessita de repouso e cuidados específicos em um ambiente tranquilo, completamente livre de fatores estressantes externos, por um período mínimo de oito meses antes que se possa observar uma possível melhora em seus sintomas", detalhou a fundação com sede em Paris. 

Neste sentido, a fundação alertou que seu eventual retorno a um ambiente penitenciário representaria um grave risco para a vida da vencedora do Nobel, nascida em 1972. 

"Embora minha mãe tenha recebido alta do hospital Pars de Teerã, sua recuperação exige uma supervisão médica estrita fora da prisão. Devolvê-la à detenção seria uma sentença de morte", declarou no comunicado sua filha, Kiana Rahmani, copresidente da fundação. 

Rahmani pediu também a retirada de todas as acusações contra sua mãe e o fim do que qualificou como perseguição judicial. 

"Devemos garantir sua liberdade, que sejam retiradas definitivamente todas as acusações infundadas contra ela e que cesse a perseguição. O ativismo em direitos humanos não é um crime, e nenhum defensor deveria ser preso por isso", argumentou Rahmani. 

Segundo a fundação, Mohammadi foi inicialmente internada na unidade de cuidados coronários do hospital Mousavi de Zanjan entre 1º e 10 de maio, após 150 dias desde sua prisão em Mashhad, no nordeste do Irã, depois de uma suspensão temporária de sua pena. Posteriormente, foi transferida de ambulância para o hospital Pars de Teerã, onde permaneceu até receber alta, na véspera. 

No último dia 13 de maio, a ativista foi submetida a uma angiografia e a diversos exames diagnósticos para avaliar seu estado cardiovascular, bem como a estudos por transtornos severos de pressão arterial. 

Sua equipe médica sustenta que seu estado de saúde está diretamente relacionado a uma prolongada exposição a estresse psicológico intenso, ansiedade crônica e condições ambientais adversas. 

Por essa razão, os médicos alertam que qualquer novo fator de estresse poderia agravar de forma significativa seu estado clínico. 

Finalmente, a Fundação Narges Mohammadi instou a comunidade internacional a manter sua solidariedade "inabalável" com a ativista, ao mesmo tempo em que exigiu a suspensão "imediata e permanente" de todas as penas de prisão e o arquivamento "incondicional" de todas as acusações contra ela. 

Além disso, demandou a libertação de todos os presos políticos, com especial urgência para as mulheres e mães que continuam detidas. "A liberdade e o atendimento médico são direitos fundamentais, não concessões", concluiu. 

jps (EFE)

https://p.dw.com/p/5DvaH
Pular a seção Irã afirma que negociações de paz com os Estados Unidos continuam via Paquistão
18 de maio de 2026

Irã afirma que negociações de paz com os Estados Unidos continuam via Paquistão

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Ismail Baghaei, afirmou nesta segunda-feira que as negociações de paz com os Estados Unidos continuam com a troca de propostas através do Paquistão, em meio às renovadas ameaças militares do presidente americano, Donald Trump. 

"O processo continua através do Paquistão", disse Baghaei em sua entrevista coletiva semanal em Teerã. 

O diplomata explicou que, depois de Trump rejeitar publicamente uma proposta iraniana de 14 pontos em 10 de abril, "a parte americana apresentou suas próprias considerações" ao texto, que foi transmitido a Teerã nos últimos dias. 

"Estas propostas foram revisadas durante os últimos dias e, como anunciado ontem, apresentamos nossos próprios pontos à parte americana", afirmou Baghaei. 

A imprensa iraniana informou ontem que o Irã encaminhou uma nova proposta que o ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, em visita à República Islâmica, entregará aos Estados Unidos. 

Baghaei não entrou em detalhes sobre o conteúdo das propostas trocadas nos últimos dias, mas veículos de imprensa, como a agência de notícias "Fars", informaram que Washington exigiu de Teerã a entrega de 440 quilos de urânio enriquecido a 60%, a manutenção de apenas uma instalação nuclear, a recusa em pagar compensações de guerra e o desbloqueio de menos de 25% dos ativos iranianos congelados no exterior. 

Teerã, por sua vez, tem insistido no fim da guerra em todas as frentes, ou seja, incluindo o Líbano, no levantamento das sanções, na liberação de todos os ativos congelados, em compensações de guerra e no reconhecimento de sua soberania sobre o Estreito de Ormuz. 

O diplomata insistiu que "a questão dos direitos não é algo sobre o qual estejamos dispostos a negociar ou a ceder". 

Trump afirmou ontem que o tempo está se esgotando para o Irã chegar a um acordo em meio ao cessar-fogo em vigor desde o início de abril, e voltou a ameaçar a República Islâmica com mais ataques, além de pôr fim à trégua vigente desde 8 de abril. 

"Para o Irã, o relógio está correndo, e é melhor que se apressem — rápido! —, ou não restará nada deles. O tempo é essencial!", escreveu o republicano em sua rede Truth Social. 

Além da mensagem explícita de domingo, Trump publicou no sábado uma imagem sua recriada por inteligência artificial sugerindo que os ataques ao Irã poderiam ser retomados. 

jps (EFE)
 

https://p.dw.com/p/5DvZG
Pular a seção Seleção iraniana viaja à Turquia à espera de vistos dos EUA para a Copa do Mundo
18 de maio de 2026

Seleção iraniana viaja à Turquia à espera de vistos dos EUA para a Copa do Mundo

Jogadores da seleção do Irã
Jogadores da seleção do IrãFoto: Noushad Thekkayil/NurPhoto/picture alliance

A seleção de futebol do Irã partiu nesta segunda-feira rumo à Turquia para realizar seu último período de treinamentos antes da Copa do Mundo de 2026, ainda sem ter recebido os vistos necessários para viajar aos Estados Unidos, país onde disputará as partidas da fase de grupos. 

O técnico da seleção iraniana, Amir Ghalenoei, declarou à imprensa que espera que todos os jogadores recebam os vistos antes do embarque rumo à cidade turca de Antália, onde a equipe fará uma concentração com uma convocação provisória de 30 jogadores, que precisará ser reduzida para 26 antes do início do Mundial, em 11 de junho. 

Paralelamente, o diretor da seleção nacional iraniana, Mehdi Mohammad Nabi, expressou confiança de que os vistos serão emitidos nas próximas duas semanas. 

"De acordo com as previsões que havíamos feito e a correspondência mantida com a Fifa, este assunto deve ser resolvido nas próximas duas semanas", afirmou Nabi. 

A incerteza sobre as permissões de entrada nos EUA se mantém a menos de um mês da estreia do Irã na Copa do Mundo, prevista para 15 de junho contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. 

Posteriormente, a seleção iraniana enfrentará a Bélgica e o Egito pelo Grupo G. 

O presidente da Federação de Futebol do Irã, Mehdi Taj, reuniu-se no sábado, em Istambul, com o secretário-geral da Fifa, Mattias Grafström, para tratar da questão dos vistos, e garantiu estar "satisfeito" após o encontro. 

No último domingo, o presidente da federação iraniana condicionou a participação do Irã no Mundial à aceitação de dez pontos, entre eles garantias em termos de segurança, deslocamentos e respeito aos símbolos da república islâmica, além da emissão de vistos para todo o elenco. 

Isso ocorre diante da possibilidade de Washington não conceder vistos a membros da delegação que tenham antecedentes na Guarda Revolucionária iraniana, considerada pelos EUA uma organização terrorista. 

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, indicou no mês passado que não haverá problema para autorizar a entrada dos jogadores da seleção iraniana, mas que não será permitido o acesso de profissionais da comissão técnica da federação que, segundo Washington, mantenham vínculos com a Guarda Revolucionária. 

Por sua vez, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que o Irã será recebido com grande entusiasmo na América do Norte durante o que promete ser "o evento esportivo mais inclusivo da história". 

jps (EFE)

https://p.dw.com/p/5DvZF
Pular a seção Bombardeio israelense mata dois palestinos no leste do Líbano
18 de maio de 2026

Bombardeio israelense mata dois palestinos no leste do Líbano

Ao menos dois palestinos morreram nesta segunda-feira, entre eles uma menina, e outros dois ficaram feridos em um bombardeio israelensecontra uma residência no Vale do Bekaa, no leste do Líbano, enquanto o sul do país continua concentrando a maior parte dos ataques, tanto aéreos quanto terrestres. 

"O ataque do inimigo israelense contra o povoado de Douris, no distrito de Baalbek, deixou dois mortos, entre eles uma menina; assim como dois feridos, que são uma mulher e um menor. Todos eles são palestinos", informou o Centro de Operações de Emergência do Líbano em um comunicado. 

O departamento governamental não ofereceu detalhes sobre a identidade das vítimas, como é habitual, embora a Agência Nacional de Notícias (ANN) tenha garantido que os falecidos são um comandante do movimento Jihad Islâmica Palestina (JIP) e sua filha adolescente. 

Desde a entrada em vigor de um cessar-fogo técnico entre Líbano e Israel há cerca de um mês, o leste do país quase não foi alvo de bombardeios por parte do Estado judeu, que concentra quase todos os seus ataques na região meridional. 

Segundo a ANN, no sul foram atingidas nesta segunda localidades como Haris, Khirbet Selm, Tebnine, Zawtar al Sharqiya, Froun e Deir al Zahrani; nesta última, um complexo de apartamentos residenciais e comércios foi destruído pelas bombas. 

Apesar da cessação de hostilidades em vigor, que foi estendida recentemente por mais 45 dias, Israel continua atacando o território libanês diariamente e realiza demolições de residências nas áreas que ocupa no sul do Líbano. 

Desde o início do conflito no último dia 2 de março, as autoridades libanesas contabilizaram 2.988 mortos e 9.210 feridos em decorrência destas ações. EFE 

jps (EFE)

https://p.dw.com/p/5DvZE
Pular a seção Trump afirma que tempo do Irã está acabando e faz nova ameaça: "Não restará nada deles"
18 de maio de 2026

Trump afirma que tempo do Irã está acabando e faz nova ameaça: "Não restará nada deles"

Trump
Foto: Saul Loeb/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo que o prazo do Irã para chegar a um acordo está acabando, em meio ao cessar-fogo vigente desde o início de abril, e voltou a ameaçar a república islâmica com novos ataques. 

"Para o Irã, o relógio está correndo, e é bom eles se mexerem - rápido! -, ou não restará nada deles. O tempo é essencial!", escreveu o presidente americano em sua rede social própria, a Truth Social. 

Em meio à fragilidade da trégua, Trump responsabilizou o Irã pelo estancamento das negociações para pôr fim à guerra iniciada no último dia 28 de fevereiro, em uma entrevista à Fox News logo após retornar de sua viagem a Pequim na semana passada. 

O presidente americano afirmou que Teerã recua nos acordos alcançados "no dia seguinte", uma situação que, segundo disse, já se repetiu em cinco ocasiões. 

"Cada vez que se dialoga, eles aceitam tudo e depois se retiram (...) iam nos dar seu pó nuclear e tudo o que queríamos, mas cada vez que fecham um acordo, no dia seguinte agem como se não tivéssemos tido essa conversa", disse Trump. 

Além da mensagem explícita deste domingo, o mandatário publicou no sábado uma imagem sua recriada por inteligência artificial na qual sugeria que os ataques ao Irã poderiam ser retomados. 

À sua imagem sobreposta a um mar agitado com navios iranianos, foi adicionada a frase "Foi a calmaria antes da tempestade", fazendo com que as especulações sobre uma volta aos ataques no Oriente Médio aumentem. 

Está previsto que Trump fale neste domingo com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sobre a viagem do americano a Pequim e também sobre a situação no Irã. 

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, evitou detalhar os planos militares na guerra do Irã durante os dois pronunciamentos que fez esta semana na Câmara dos Representantes e no Senado, em um momento em que o cessar-fogo está balançando. 

"Temos um plano para intensificar as medidas se for necessário. Temos um plano para reverter a situação se for necessário. Temos um plano para realocar recursos", declarou Hegseth, deixando no ar os próximos passos do governo Trump no Irã. 

jps (EFE)


 

https://p.dw.com/p/5DvZ6
Pular a seção Fifa se reune com seleção do Irã, que acena com participação na Copa do Mundo
17 de maio de 2026

Fifa se reune com seleção do Irã, que acena com participação na Copa do Mundo

A Fifa demonstrou confiança na participação da seleção do Irã na Copa do Mundo que será disputada a partir de 11 de junho no Canadá, no México e nos Estados Unidos, após se reunir com membros da federação da república islâmica em Istambul. 

"Tivemos uma reunião excelente, uma reunião construtiva junto com a Federação de Futebol do Irã. Creio que estamos trabalhando em estreita colaboração e esperamos com grande entusiasmo dar-lhes as boas-vindas à Copa do Mundo da Fifa 2026", declarou o secretário-geral do órgão máximo do futebol mundial, Mattias Grafström, em um comunicado em seu site. 

Nesse encontro, realizado no sábado em Istambul, foram tratados "alguns assuntos operacionais", segundo a nota. 

"Estou muito feliz por termos conseguido ter esse intercâmbio tão positivo; tanto a Federação de Futebol do Irã quanto a Fifa estamos muito satisfeitas com a reunião e entusiasmadas para dar as boas-vindas ao Team Melli nos EUA, Canadá e México", afirmou Grafström. 

Por sua vez, o presidente da Federação de Futebol do Irã, Mehdi Taj, demonstrou-se "satisfeito" após se reunir com Grafström e receber garantias de que sua seleção poderá participar sem contratempos do Mundial de 2026.  

"Tivemos uma reunião positiva e construtiva com a Fifa. Discutimos nossas preocupações e expressamos nosso compromisso conjunto para garantir a participação sem contratempos da seleção nacional na Copa do Mundo", disse Mehdi Taj, segundo divulgou a Fifa. 

Jogadores terão visto; comissão técnica pode ser barrada

Está previsto que a seleção iraniana viaje nos próximos dias para a Turquia para um período de treinamentos, antes de seguir para os Estados Unidos, onde disputará, a partir do dia 16 de junho, suas partidas da fase de grupos contra Nova Zelândia, Bélgica e Egito em Los Angeles e Seattle. 

Apesar do conflito bélico com os Estados Unidos, a participação iraniana no Mundial está mantida, embora o acesso de delegações e funcionários da equipe continue sujeito às políticas migratórias dos países anfitriões. 

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, indicou recentemente que não haverá problema para autorizar a entrada dos jogadores, mas que não será permitido o acesso ao país de membros da comissão técnica da federação que, segundo Washington, mantêm vínculos com a Guarda Revolucionária iraniana. 

No domingo passado, a federação iraniana assegurou que participará do Mundial se forem respeitadas dez condições que incluem garantias de que obterão os vistos, de segurança e de que sua bandeira e hino serão respeitados diante de possíveis manifestações de dissidentes que residem nos Estados Unidos. 

fcl (EFE)

https://p.dw.com/p/5DsyQ
Pular a seção Vai a 2.988 total de mortos pela ofensiva israelense contra o Líbano desde março
17 de maio de 2026

Vai a 2.988 total de mortos pela ofensiva israelense contra o Líbano desde março

O número de mortos pelos ataques de Israel iniciados no último dia 2 de março contra o Líbano, especialmente no sul do país, aumentou para 2.988, enquanto o total de feridos subiu para 9.210, segundo informaram fontes oficiais neste domingo (17/05).

O Centro de Operações de Emergência Sanitária, vinculado ao Ministério da Saúde Pública libanês, afirmou em um breve comunicado que "o balanço total acumulado da agressão de 2 de março a 17 de maio é o seguinte: 2.988 mártires e 9.210 feridos", segundo divulgou a agência de notícias libanesa ANN. 

Nas últimas 24 horas, foram contabilizados mais 19 mortos e 98 feridos, de acordo com os dados do departamento. 

Apesar da extensão do cessar-fogo por 45 dias, Israel continuou atacando o território libanês, incluindo uma ação com drone contra um veículo na localidade de Zrarieh, no sul do país, que deixou pelo menos um morto, além de outros pontos da região meridional. 

Ao mesmo tempo, o grupo xiita libanês Hezbollah reivindicou ataques contra tanques e concentrações de soldados israelenses que ocupam o sul do Líbano. 

Os Estados Unidos, que atuam como mediadores, realizarão uma nova rodada de negociações entre as delegações de Israel e do Líbano nos próximos dias 2 e 3 de junho.

md (EFE, AFP)

https://p.dw.com/p/5Dsee
Pular a seção Irã entrega nova proposta ao Paquistão para retomar negociações com EUA
17 de maio de 2026

Irã entrega nova proposta ao Paquistão para retomar negociações com EUA

O Irã entregou um novo pacote de propostas ao ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, durante sua visita oficial a Teerã, no âmbito dos esforços de Islamabad para reativar as negociações estancadas entre a república islâmica e os Estados Unidos, segundo informou a imprensa iraniana neste domingo (17/05). 

O portal de notícias Iran Nuances relatou que a proposta iraniana é uma combinação do plano de 14 pontos apresentado por Teerã na semana passada e das condições impostas recentemente pelos Estados Unidos, e que foi entregue a Naqvi, que chegou neste sábado em visita à capital iraniana. 

O ministro do Interior paquistanês se reuniu neste domingo com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e com o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, que foi o chefe negociador do Irã nas conversas diretas de paz com os EUA, realizadas em 11 e 12 de abril em Islamabad. 

Segundo a agência de notícias Fars, vinculada à Guarda Revolucionária, os EUA apresentaram cinco condições ao Irã por meio do Paquistão, exigindo que a república islâmica entregue 440 quilos de urânio enriquecido a 60% e permitindo que o país mantenha ativa apenas uma instalação nuclear. 

Além disso, a Fars reportou que Washington assegura que não pagará nenhum tipo de indenização ao Irã pelos danos de guerra nem desbloqueará sequer 25% dos ativos iranianos congelados no exterior, como exige Teerã. 

Do mesmo modo, indicou que os EUA condicionam o fim da guerra em todas as frentes ao desenvolvimento das negociações com o Irã. 

Teerã havia proposto na semana passada a Washington o fim da guerra em todas as frentes, a suspensão das sanções impostas contra o país, a liberação de fundos iranianos bloqueados, indenizações por danos de guerra e o reconhecimento da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz antes de iniciar uma negociação sobre seu programa nuclear. 

O presidente americano, Donald Trump, qualificou a proposta do Irã como “um pedaço de lixo" e afirmou que a trégua entre as partes, vigente desde 8 de abril, estava "incrivelmente frágil". 

Ainda assim, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse na sexta-feira, à margem da reunião ministerial do Brics em Nova Délhi, que, apesar do estancamento das negociações formais, ambos os países ainda trocam mensagens.

https://p.dw.com/p/5Dsdh
Veja mais