1. Ir para o conteúdo
  2. Ir para o menu principal
  3. Ver mais sites da DW
ConflitosRepública Democrática do Congo

EUA e UE pedem respeito pelo cessar-fogo na RDC

6 de março de 2026

Declaração conjunta dos EUA e da União Europeia condena as violações do cessar-fogo no leste da República Democrática do Congo (RDC) defendendo que "não pode haver solução militar para o conflito".

https://p.dw.com/p/59trO
Província de Kivu do Sul, República Democrática do Congo
EUA e União Europeia sublinham que "não pode haver solução militar para o conflito" na RDC.Foto: Stringer/REUTERS

Os Estados Unidos da América (EUA), a União Europeia (UE) e outros países condenaram esta sexta-feira (06.03) as violações do cessar-fogo no leste da República Democrática do Congo (RDC) com o grupo rebelde Movimento 23 de Março, apoiado pelo Ruanda.

“Todas as partes envolvidas devem renovar urgente e inequivocamente o seu compromisso de cessar as hostilidades e retomar as negociações”, afirmou o Grupo de Contacto Internacional para os Grandes Lagos (ICG, na sigla inglesa), em declaração conjunta divulgada Gabinete de Assuntos Africanos do Departamento de Estado dos EUA, em Joanesburgo, África do Sul.

A mesma fonte defendeu que “não pode haver solução militar para o conflito”, que inclui ainda os governos de Suíça e Reino Unido.

O ICG expressou a sua “profunda preocupação” com as violações “contínuas e recentes” do acordo de cessar-fogo assinado em dezembro por Ruanda e RDC, em Washington, sob patrocínio do presidente dos EUA, Donald Trump.

“Essas violações incluem o uso de drones em ataques militares, o que também representa um sério risco para a população civil”, lê-se em comunicado.

Os países signatários instaram “todas as partes a cumprirem integralmente suas obrigações e compromissos” nos termos dos acordos e resoluções do Conselho de Segurança da ONU, bem como a respeitarem “plenamente” a integridade territorial.

“O ICG insta todas as partes a cumprirem as suas obrigações de respeitar o direito internacional humanitário e a garantirem o acesso humanitário pleno, seguro e desimpedido para prestar assistência vital àqueles que necessitam”, continua o texto.

Desde que o presidente congolês Félix Tshisekedi e o presidente ruandês Paul Kagame assinaram o referido acordo de paz, em 04 de dezembro, na capital norte-americana, ambos se acusam mutuamente de violar o pacto.

Desde 1998, o leste da República Democrática do Congo está mergulhado em conflitos alimentados por grupos rebeldes e pelo exército, apesar da presença da missão de paz da ONU naquele país.

À lupa: E agora, o que se segue ao acordo RDC-Ruanda?

Saltar a secção Mais sobre este tema