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ConflitosEstados Unidos

Guerra com Irão durará até "rendição incondicional" - Trump

6 de março de 2026

Presidente dos EUA exige "rendição incondicional" do Irão e diz que pretende envolver-se na escolha dos futuros dirigentes do país e na sua reconstrução. Enquanto isso, Berlim receia consequências do colapso de Teerão.

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EUA Washington 2026 | Trump recebe o chanceler alemão, Friedrich Merz, na Casa Branca, para falar sobre a guerra com o Irão e o comércio com a Ucrânia e a China
Foto: Kay Nietfeld/dpa/picture alliance

O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu esta sexta-feira (06.03): "Não haverá acordo com o Irão, apenas uma rendição incondicional!"

"Depois disso, e da escolha de um ou mais líderes ótimo e aceitáveis, com muitos parceiros e aliados maravilhosos e muito corajosos, trabalharemos incansavelmente para reconstruir o Irão, tornando-o economicamente maior, melhor e mais forte que nunca" acrescentou Trump na sua rede social, Truth Social.

"Make Iran Great Aain! (Tornar o Irão Grande Novamente!)", acrescentou Trump, fazendo uma adaptação ao Irão do seu lema de campanha "Make America Great Again (Tornar a América Grande Novamente)".

Berlim receia onda migratória descontrolada

O chanceler da Alemanha avisou esta sexta-feira (06.03) que um colapso no Irão poderá desencadear uma onda migratória descontrolada, defendendo que a Alemanha não quer uma repetição do que aconteceu na guerra civil síria, quando acolheu mais de um milhão de refugiados.

"Uma guerra sem fim não é do nosso interesse (...). A economia iraniana não deve entrar em colapso. É preciso impedir movimentos migratórios descontrolados vindos do Irão", disse Friedrich Merz, evocando também o risco de um "colapso do Estado iraniano".

Questionado sobre os riscos do fluxo de migrantes na Alemanha, o líder alemão reconheceu que ainda não é possível pronunciar-se sobre essa possibilidade.

 "Ainda não podemos pronunciarmo-nos definitivamente sobre esse assunto. Essa é uma das razões pelas quais insistimos tanto para que o Irão mantenha a sua integridade. Não queremos ver aqui uma repetição do cenário sírio, mas desejamos que este Estado funcione por si próprio", explicou.

Médio Oriente: O Irão poderá ser um novo Iraque?

Uma política a não ser repetida

Na sequência da guerra civil na Síria, mais de um milhão de sírios chegaram à Alemanha entre 2015 e 2016, tendo a antiga chanceler Angela Merkel adotado uma política de acolhimento a estes refugiados.

Merz disse ter exortado, em todas as suas discussões com Washington e o Governo israelita, à criação "o mais rapidamente possível das condições necessárias para a estabilização deste país, a instauração de um Governo democraticamente legítimo e a continuidade deste Estado que conta com mais de 90 milhões de habitantes".

"É claro que temos todo o interesse em evitar novos fluxos de refugiados", acrescentou Merz, que, desde que assumiu o poder em maio passado, endureceu consideravelmente a política migratória alemã.

Ataque dos EUA

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.

  

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