1. Ir para o conteúdo
  2. Ir para o menu principal
  3. Ver mais sites da DW
PolíticaTanzânia

Tanzânia: Quase 100 pessoas acusadas de traição à pátria

7 de novembro de 2025

De acordo com uma fonte que preferiu permanecer anônima, 98 pessoas compareceram no Tribunal de Primeira Instância de Kisutu, em Dar es Salaam, onde enfrentam acusações de traição e atos de vandalismo.

https://p.dw.com/p/53HyQ
Tansania Arusha 2025 | Proteste nach den Parlamentswahlen wegen Wahlunregelmäßigkeiten
Foto: AP Photo/picture alliance

Os protestos, em alguns casos violentos, eclodiram durante o dia das eleições, se estenderam por três dias em várias cidades do país e foram reprimidos pela polícia com gás lacrimogêneo e munição real, enquanto o governo impôs um toque de recolher e interrompeu o acesso à internet em todo o território.

Pelo menos 150 pessoas morreram em Dar es Salaam durante as mobilizações, confirmaram à EFE no dia 31 de outubro fontes da área da saúde, embora o principal grupo da oposição, o Partido da Democracia e do Progresso (Chadema), tenha estimado em até mil o número de mortos pelas forças de segurança em diferentes pontos do país, segundo detalhou nesta terça-feira a organização Human Rights Watch.

Diante desses números, a Ordem dos Advogados de Tanganica (Tanzâniacontinental) confirmou à EFE na quarta-feira (05.11) que começou a distribuir formulários entre a população para que registrem seus familiares desaparecidos ou presumivelmente mortos, diante da recusa do governo em entregar os corpos.

Enquanto isso, Chadema denunciou que a polícia recolheu cadáveres de hospitais para "apagar provas e estatísticas”.

As acusações formuladas nesta sexta-feira contra os manifestantes foram apresentadas depois que a porta-voz do partido da oposição, Brenda Rupia, informou na terça-feira que o vice-presidente da formação, John Heche, detido no dia 22 de outubro, antes das eleições, foi acusado de terrorismo.

Tanzânia e Camarões: Sem oposição, presidentes imbatíveis