1. Ir para o conteúdo
  2. Ir para o menu principal
  3. Ver mais sites da DW
PolíticaGuiné-Conacri

Conacri: Supremo Tribunal confirma vitória de Doumbouya

5 de janeiro de 2026

O Supremo Tribunal da Guiné-Conacri confirmou, este domingo, a vitória do líder da junta militar que governa o país, Mamadi Doumbouya, na eleição presidencial de 28 de dezembro, à primeira volta.

https://p.dw.com/p/56KEd
 Supremo Tribunal confirma vitória de Doumbouya
Supremo Tribunal confirma vitória de Doumbouya Foto: Patrick Meinhardt/AFP

Estes são resultados definitivos e confirmam os provisórios anunciados na terça-feira à noite, que dão a Mamadi Doumbouya 86,72% dos votos e uma vitória sem surpresa, depois do afastamento da eleição dos líderes da oposição no exílio, num contexto de forte restrição das liberdades neste país.

A comissão eleitoral tinha já declarado Mamadi Doumbouya vencedor das presidenciais, a primeira eleição no país desde o golpe de Estado de 2021.

Antes da votação, os analistas já previam que uma oposição enfraquecida, nomeadamente pela exclusão dos principais rivais, resultaria na vitória do líder da junta militar, que tinha pela frente oito concorrentes pouco conhecidos.

A oposição tinha apelado ao boicote desta votação, organizada mais de quatro anos após o golpe de Estado de setembro de 2021 que derrubou o ex-Presidente Alpha Condé, no poder desde 2010.

"Não haverá caça às bruxas", promete coronel Doumbouya

Yéro Baldé, antigo ministro da Educação no Governo de Condé, ficou num distante segundo lugar. A comissão eleitoral disse que 80,95% dos cerca de 6,8 milhões de eleitores inscritos votaram no domingo passado.

Na semana passada, a Frente Nacional para a Defesa da Constituição, um movimento cidadão, reclamou o regresso dos civis ao poder, questionando a elevada participação anunciada e indicando que a "maioria dos guineenses optou por boicotar a farsa eleitoral" organizada pela junta.

Referendo

No final de setembro, os guineenses aprovaram uma nova Constituição num referendo ao qual a oposição apelou ao boicote, mas cuja participação oficial foi de 91%.

A nova Constituição, que autoriza os membros da junta a candidatarem-se às eleições, abriu caminho para a candidatura de Doumbouya e também aumentou de cinco para sete anos a duração do mandato presidencial, renovável uma vez.

Desde a independência em 1958, a Guiné-Conacri tem vivido uma história complexa, marcada por regimes militares e autoritários.

Apesar de o país ser rico em minerais, mais de metade da população vive abaixo do limiar da pobreza, de acordo com dados do Banco Mundial relativos a 2024.

Guiné-Conacri: Em busca de contributos para os ODS

Saltar a secção Mais sobre este tema