Israel e Líbano prorrogam trégua em mais 45 dias
Publicado 28 de fevereiro de 2026Última atualização 15 de maio de 2026
O que você precisa saber
- Representantes de Israel e Líbano concordaram, em Washington, em prorrogar o cessar-fogo em mais 45 dias, anunciaram as autoridades americanas, que mediam as conversas
- FMI prevê agravamento da recessão econômica global devido à guerra no Irã
- Navio ancorado nos EAU foi apreendido, diz Reino Unido
- Irã autoriza passagem de navios chineses em Ormuz
- Trump e Xi concordam que Ormuz deve permanecer aberto, diz Casa Branca
- Israel continua a lançar ataques mortíferos no Líbano, mesmo sob cessar-fogo
Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:
Israel e Líbano prolongam trégua em 45 dias, anunciam EUA
Representantes de Israel e Líbano concordaram nesta sexta-feira (15/05), em Washington, em ampliar por 45 dias o cessar-fogo declarado em 16 de abril, anunciou o Departamento de Estado dos Estados Unidos, país que atua como mediador.
Além disso, as delegações de ambos os países concordaram em realizar uma nova rodada de negociações de paz nos dias 2 e 3 de junho, assim como uma reunião em nível militar no Pentágono em 29 de maio.
"Esperamos que essas discussões avancem rumo a uma paz duradoura entre os dois países, ao pleno reconhecimento da soberania e integridade territorial de cada um e ao estabelecimento de verdadeira segurança ao longo de sua fronteira compartilhada", disse em redes sociais Tommy Pigott, porta-voz do Departamento de Estado americano.
Representantes de ambos os países realizaram dois dias de negociações no Departamento de Estado americano para tentar salvar o cessar-fogo acertado em abril, que expiraria nesta sexta-feira e foi violado por contínuos ataques israelenses em território libanês no contexto do conflito com o grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã.
A delegação israelense foi composta pelo embaixador nos EUA, Yechiel Leiter, e pelo vice-conselheiro de Segurança Nacional, Yossi Draznin. A delegação libanesa incluía a embaixadora nos EUA, Nada Hamadeh, e o enviado especial Simon Karam.
Os EUA foram representados pelo conselheiro do Departamento de Estado, Michael Needham, pelo embaixador em Israel, Mike Huckabee, e pelo embaixador no Líbano, Michel Issa.
Israel e Líbano, que não mantêm relações diplomáticas, realizaram duas rodadas de negociações na capital americana, em 14 e 23 de abril, que resultaram em um acordo - e posteriormente em uma prorrogação - de cessar-fogo nos ataques israelenses em território libanês.
No entanto, Israel continuou a bombardear o território do Líbano desde a entrada em vigor do cessar-fogo, enquanto o Hezbollah, que não participa das negociações, atacou forças de Israel no Líbano e em território israelense.
O principal objetivo das negociações é consolidar a trégua entre os dois países e estabelecer as bases para um tratado de paz. Beirute exige a retirada das tropas israelenses de seu território, enquanto Israel exige o desarmamento do Hezbollah.
fcl (EFE)
Irã afirma que desconfiança com EUA é principal obstáculo para negociações
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou nesta sexta-feira, em Nova Déli, que a falta de confiança nos Estados Unidos continua sendo o principal obstáculo para avançar nas negociações bilaterais, depois que Washington atacou o território iraniano enquanto as duas partes mantinham contatos diplomáticos.
"O problema mais importante agora é a desconfiança", declarou Araqchi durante uma entrevista coletiva à margem da reunião ministerial do Brics em Nova Déli.
Ainda assim, o chanceler iraniano sustentou que Teerã continua acreditando que não existe uma solução militar para o conflito e defendeu a necessidade de manter as negociações.
"Não há outra solução senão uma solução negociada", afirmou.
Araqchi afirmou que o Irã havia retomado as conversas com os Estados Unidos e apenas dias depois os americanos iniciaram os ataques.
"O último encontro foi em 26 de fevereiro. O negociador nos disse que havia avanços significativos, mas dois dias depois começaram os ataques”, declarou.
O ministro iraniano também acusou Washington de enviar "mensagens contraditórias" sobre o processo diplomático e assegurou que isso dificulta qualquer avanço nas conversas.
"A cada dia a mensagem é diferente, e isso é um problema", afirmou.
Araqchi insistiu ainda que o Irã resistirá à pressão ocidental da mesma forma que tem feito durante décadas sob sanções internacionais.
"Resistimos a mais de 40 anos de sanções, mas isso não mudou a nossa determinação", assinalou.
As declarações do chefe da diplomacia iraniana ocorrem em meio a uma frágil trégua no Oriente Médio e durante a reunião de ministros das Relações Exteriores do Brics em Nova Délhi, marcada pelas divisões internas do bloco sobre a guerra e o futuro das negociações com Washington.
jps (EFE)
Reunião de ministros do Brics termina sem posição comum sobre guerra no Oriente Médio
Os ministros das Relações Exteriores do Brics concluíram nesta sexta-feira sua reunião em Nova Déli sem chegar a uma posição comum sobre a guerra no Oriente Médio, depois que a declaração final do bloco reconheceu a existência de "diferentes pontos de vista" entre os seus membros sobre o conflito.
"Houve opiniões diferentes entre alguns membros com relação à situação na região de Ásia Ocidental e Oriente Médio. Os membros do Brics expressaram as suas respectivas posições nacionais e compartilharam uma variedade de perspectivas", assinala o texto divulgado no encerramento da reunião ministerial.
O documento, publicado como uma declaração da presidência indiana do Brics e não como uma declaração conjunta pactuada por todos os membros, evidenciou as dificuldades do bloco ampliado para fixar uma postura comum sobre a crise regional.
O bloco, integrado originalmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, incorporou nos últimos dois anos Egito, Etiópia, Irã, Emirados Árabes Unidos e Indonésia.
A declaração acrescenta que, entre as posições expressadas pelos membros, figuraram "a necessidade de uma pronta resolução da crise atual, o valor do diálogo e da diplomacia, o respeito à soberania e à integridade territorial", assim como "a importância de um fluxo seguro e sem obstáculos do comércio marítimo através das vias internacionais".
As diferenças internas ocorrem em um contexto de tensões entre Irã e Emirados Árabes Unidos, ambos recém-incorporados ao grupo, e depois que Teerã pressionou para que o Brics condenasse explicitamente as ações militares de EUA e Israel.
O texto final evitou qualquer condenação direta a Washington e Tel Aviv, embora tenha destacado que "muitos membros destacaram o impacto dos recentes acontecimentos sobre a situação econômica mundial".
As divisões também ficaram refletidas em duas seções relacionadas a Gaza e à situação no mar Vermelho, sobre as quais a presidência indiana adicionou notas esclarecendo que "um membro tinha reservas sobre alguns aspectos deste parágrafo".
Apesar das divergências sobre o Oriente Médio, o Brics manteve consensos em questões econômicas e de governança global.
Os ministros reiteraram seu apoio à reforma das instituições financeiras internacionais e condenaram "a imposição de medidas coercitivas unilaterais contrárias ao direito internacional".
A reunião ministerial realizada entre 14 e 15 de maio em Nova Déli serviu ainda como preparação para a próxima cúpula de líderes do Brics, prevista para setembro na capital indiana.
jps (EFE)
Ministro russo pede transformação de tréguas em paz definitiva no Oriente Médio
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, pediu nesta sexta-feira (15/05), a partir de Nova Délhi, a transformação das atuais tréguas no Oriente Médio em um "acordo definitivo" de cessação de hostilidades e defendeu a criação de uma estrutura regional "estabilizadora" para evitar novas crises na região.
"O mais importante é deter a guerra atual", segundo a tradução oficial para o inglês de suas declarações em russo em uma entrevista coletiva à margem da reunião ministerial do Brics em Nova Délhi.
Para o chanceler, o propósito neste momento deve ser "converter as tréguas que se respeitam mais ou menos em um acordo definitivo sobre a cessação de qualquer ação militar. Mas, a longo prazo, é claro, é preciso pensar em alguma estrutura regional estabilizadora", disse.
"Contradições" entre Irã e Emirados
Lavrov reconheceu que surgiram "contradições" entre Irã e Emirados Árabes Unidos no contexto do conflito, mas sustentou que as hostilidades começaram por uma "agressão não provocada" de Washington e Tel Aviv contra Teerã.
"Precisamos entender as causas profundas de cada conflito, e a causa raiz aqui é a agressão não provocada de Estados Unidos e Israel contra o Irã", afirmou.
O chefe da diplomacia russa assinalou ainda que o bloco Brics não deve assumir uma mediação direta do conflito, embora tenha defendido um maior papel diplomático de países com influência regional e vínculos com o Irã.
"Espero que o Paquistão esteja ajudando agora a estabelecer um diálogo entre Irã e Estados Unidos para resolver a crise atual. Seria perfeitamente possível aproveitar a Índia, dada a sua ampla experiência diplomática e autoridade, para preparar o terreno e criar um espaço de diálogo entre os vizinhos", acrescentou.
Defesa da posição de Teerã
Lavrov também defendeu a posição iraniana em relação ao Estreito de Ormuz, um dos principais corredores energéticos do mundo. "Agora todo mundo está pedindo ao Irã que abra o Estreito de Ormuz. Gostaria de lembrar que antes de 28 de fevereiro, quando começou esta agressão, não havia nenhum problema", declarou.
O ministro acrescentou que o Irã não foi responsável pela atual crise no golfo Pérsico e vinculou as tensões marítimas ao conflito iniciado após os ataques americanos e israelenses contra o território iraniano.
Suas declarações ocorrem durante a reunião de ministros das Relações Exteriores do Brics em Nova Délhi, marcada pelas divisões internas do bloco sobre a guerra no Oriente Médio e o impacto do conflito sobre o fornecimento energético global.
O grupo, integrado originalmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, incorporou nos últimos dois anos Egito, Etiópia, Irã, Emirados Árabes Unidos e Indonésia, ampliando seu peso político e econômico, mas também as diferenças internas entre alguns dos seus membros.
md (EFE, AFP)
Trump diz ter visão "muito semelhante" com Xi sobre fim do conflito no Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (15/05), antes de almoçar com seu homólogo chinês, Xi Jinping, que ambos compartilham uma visão "muito semelhante" sobre como pôr fim ao conflito no Irã, que EUA e Israel iniciaram no final de fevereiro e que resultou no fechamento do Estreito de Ormuz por parte de Teerã.
"Falamos sobre o Irã. Temos uma opinião muito semelhante sobre o Irã. Queremos que acabe, não queremos que tenham uma arma nuclear e queremos que o estreito seja aberto", indicou Trump em um encontro em Zhongnanhai, o complexo próximo à Cidade Proibida de Pequim que abriga a cúpula do Partido Comunista da China (PCC, governante), ao final de sua visita de dois dias a Pequim.
Trump disse que o Irã decidiu fechar o estreito e explicou que os EUA decidiram então "fechá-lo sobre eles, mas queremos que seja aberto", porque é "algo insano e não é bom".
O mandatário reiterou que o Irã não pode ter uma arma nuclear e que ele e Xi estão "bastante de acordo" nesse e em outros pontos.
md (EFE, AFP)
Trump diz que Xi ofereceu "ajuda" com o Irã durante encontro em Pequim
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que seu homólogo chinês, Xi Jinping, ofereceu-lhe "ajuda" com a guerra no Irã e a reabertura do estreito de Ormuz durante o encontro entre os dois em Pequim.
"O presidente Xi gostaria de que se chegasse a um acordo. Ele me disse: 'Se eu puder ajudar de alguma forma, gostaria de ajudar'", declarou Trump em entrevista à rede de televisão "Fox News", direto da China.
De acordo com um trecho da entrevista, que será exibida na íntegra nesta quinta à noite nos EUA, Trump afirmou que Xi "gostaria de ver o estreito de Ormuz aberto".
Segundo ele, Xi também prometeu que não vai fornecer equipamentos militares ao Irã.
"Ele disse que não vai fornecer equipamentos militares, o que é uma declaração significativa. Mas, ao mesmo tempo, afirmou que a China compra muito petróleo de lá (Irã) e gostaria de continuar comprando", acrescentou.
A guerra no Irã ganhou destaque durante a visita de Trump à China porque, nos dias que antecederam a viagem, Washington havia pedido a Pequim para assumir um papel mais ativo na comunicação com Teerã.
Os EUA argumentaram que o bloqueio do estreito de Ormuz impacta diretamente os interesses de energia e comércio da China, já que aproximadamente 45% de suas importações de petróleo e gás passam pela hidrovia.
Xi e Trump concordaram na reunião que o Irã "nunca" deveria possuir armas nucleares e sobre a necessidade de reabrir o estreito de Ormuz ao transporte de hidrocarbonetos sem a cobrança de taxas de trânsito, de acordo com um comunicado da Casa Branca sobre o primeiro encontro entre os dois.
Trump, que está em visita oficial a Pequim pela primeira vez desde 2017, durante seu primeiro mandato, terá outro encontro com Xi amanhã antes de retornar a Washington.
jps (EFE)
FMI prevê agravamento da recessão econômica global devido à guerra no Irã
O Fundo Monetário Internacional (FMI) acredita que o fechamento persistente do estreito de Ormuz está exacerbando a atual recessão, embora considere que os danos no último mês tenham sido relativamente moderados, pois a economia global demonstra certa resiliência.
"Estamos claramente nos afastando do cenário (econômico) base e caminhando para o cenário adverso", afirmou a porta-voz do FMI, Julie Kozak, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, na qual acrescentou que alguns fatores indicam que o ritmo de deterioração econômica está sendo parcialmente contido.
No último relatório Perspectivas da Economia Mundial (WEO), de abril, o FMI delineou três cenários progressivos vinculados à duração do conflito e afirmou que, se o fechamento do estreito de Ormuz persistir até o início do verão (hemisfério norte), os danos se agravarão, levando a uma segunda fase de danos econômicos ainda mais severos.
O FMI acredita que, embora o preço médio do barril de petróleo bruto tenha aumentado cerca de US$ 10 em comparação com o índice de referência de março usado no WEO, os outros dois canais que transmitem os danos econômicos causados pela guerra não sofreram grandes perturbações.
Kozak afirmou que o prolongamento do conflito já piorou desde abril às perspectivas de inflação, embora tenha esclarecido que isso se refere apenas ao curto prazo.
"Quando olhamos para as perspectivas de médio prazo, ainda vemos as expectativas de inflação, especialmente nas economias desenvolvidas, bem ancoradas. E quanto ao terceiro canal, que são as condições financeiras, estas permanecem bastante favoráveis", destacou.
O cenário base delineado pelo FMI em abril projeta um crescimento global de cerca de 3,1% em 2026 (0,2 ponto percentual abaixo da previsão pré-guerra), com a inflação global próxima de 4,4% em 2026.
No entanto, se o estreito de Ormuz permanecer fechado após junho, a organização acredita que o crescimento cairá para cerca de 2,5% e a inflação subirá para 5,4%, a expansão econômica desacelerará para 2% e os aumentos de preços ultrapassarão 6% até 2027, caso a guerra se prolongue ainda mais
jps (EFE)
Irã permite trânsito de navios chineses por Ormuz, diz imprensa iraniana
O Irã está permitindo o trânsito de navios chineses através do Estreito de Ormuz desde a noite de quarta-feira, no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou em visita oficial a Pequim, segundo informou a mídia iraniana nesta quinta-feira.
"Após a decisão da república islâmica, vários navios chineses foram autorizados a atravessar o Estreito de Ormuz seguindo os protocolos iranianos", indicaram as agências Fars e Tasnim, ambas ligadas à Guarda Revolucionária.
Os dois meios de comunicação citaram fontes informadas sobre a situação, mas não ofereceram mais detalhes.
A república islâmica bloqueou a passagem estratégica pouco depois do início da guerra lançada por Estados Unidos e Israel no último dia 28 de fevereiro, o que interrompeu a circulação de petroleiros e provocou a subida dos preços dos combustíveis.
Ao mesmo tempo, Teerã insiste que permite a passagem de navios que sigam as rotas estabelecidas pela Marinha iraniana e tem a intenção de formalizar a cobrança pelo trânsito pelo estreito estratégico com a aprovação de um projeto de lei.
Apesar de a lei ainda não ter sido aprovada, o Banco Central do país anunciou no final de abril que já estava recebendo pagamentos de navios para transitar por Ormuz.
Os Estados Unidos reagiram ao bloqueio de Ormuz com o cerco aos portos e navios iranianos.
O anúncio da passagem dos navios chineses coincide com a visita de Trump à China, um dos principais aliados do Irã e que recebe 90% das exportações de petróleo bruto iraniano.
jps (EFE)
Israel critica jogador Lamine Yamal por exibição de bandeira palestina em Barcelona
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, criticou nesta quinta-feira o jogador espanhol Lamine Yamal após a divulgação, nesta semana, de imagens nas quais o atleta do Barcelona aparece segurando uma bandeira palestina durante a celebração do título do Campeonato Espanhol na capital catalã.
"Lamine Yamal escolheu incitar contra Israel e fomentar o ódio enquanto nossos soldados combatem a organização terrorista Hamas, que massacrou, estuprou, queimou e assassinou crianças, mulheres e idosos judeus em 7 de outubro", afirmou o ministro em uma mensagem escrita em espanhol e publicada em sua conta na rede social X.
"Quem apoia este tipo de mensagem deve se perguntar: considera isso humanitário? Isso é moral?", escreveu Katz, acrescentando que não guardará silêncio diante do que classificou como "incitação contra Israel e contra o povo judeu".
Katz também expressou sua expectativa de que o Barcelona se distancie do ocorrido e deixe claro, de forma inequívoca, que não há lugar "para a incitação nem para o apoio ao terrorismo".
As declarações ocorrem após o jogador, de 18 anos, protagonizar nesta semana uma das cenas mais comentadas da festa do título espanhol em Barcelona, ao ondear por vários minutos uma bandeira palestina que lhe foi entregue por um torcedor durante o desfile em carro aberto.
O gesto foi posteriormente compartilhado pelo próprio atleta em sua conta no Instagram, onde possui mais de 42 milhões de seguidores, gerando um amplo impacto nas redes sociais.
jps (EFE)
Brasil se oferece para impulsionar as negociações de paz entre Irã e Estados Unidos
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, transmitiu nesta quinta-feira ao seu homólogo do Irã, Abbas Araghchi, que o Brasil está disposto a "contribuir para os esforços de negociação" com os Estados Unidos para alcançar "a paz e a reabertura do Estreito de Ormuz".
Em uma reunião à margem do encontro ministerial do BRICS, em Nova Délhi, o chanceler reforçou que o Brasil apoia uma "solução diplomática" para o conflito iniciado no último dia 28 de fevereiro, que se estendeu a outros países do Oriente Médio.
Vieira também frisou que Ormuz, cenário de graves tensões entre o Irã e os EUA, é "estratégico para o fluxo global de combustíveis e fertilizantes", dos quais depende a potente indústria agropecuária brasileira, conforme apontou o Itamaraty em suas redes sociais.
Por sua vez, Araghchi elogiou a posição brasileira em defesa do "direito internacional" e atualizou seu homólogo em relação aos "esforços diplomáticos em curso com a mediação do Paquistão", a fim de chegar a um acordo que "restabeleça a paz na região".
Além disso, lembrou no encontro desta quinta-feira o "esforço construtivo de Brasil e Turquia" que possibilitou o acordo sobre o programa nuclear iraniano em 2010.
A reunião ministerial dos BRICS ocorre em meio a crescentes divergências internas dentro do bloco, que conta entre seus membros com Irã e Emirados Árabes Unidos - sendo este último alvo de ataques por parte de Teerã no âmbito do conflito.
As tensões entre Irã e Emirados já haviam bloqueado uma declaração conjunta durante a reunião preparatória de vice-ministros e enviados especiais realizada em 26 de abril.
Do lado brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem criticado duramente, desde o início, a ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra a república islâmica, classificando-a em diversas ocasiões como uma "guerra da insensatez".
A agenda do chanceler em Nova Délhi incluiu uma reunião na quarta-feira com seu homólogo indiano, S. Jaishankar, e um encontro com o primeiro-ministro, Narendra Modi, junto a todos os representantes do bloco.
Vieira também se reuniu, nos bastidores da cúpula, com o chanceler russo, Sergei Lavrov.
jps (EFE)
Ministro israelense de extrema direita força entrada na Esplanada das Mesquitas
O ministro ultranacionalista Itamar Ben-Gvir, titular da pasta de Segurança Nacional de Israel, entrou nesta quinta-feira com uma bandeira israelense no recinto da Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém Oriental ocupada, e reivindicou o controle do seu país sobre o local reservado aos muçulmanos.
"Cinquenta e nove anos após a libertação de Jerusalém, hasteei a bandeira israelense no Monte do Templo e podemos afirmar com orgulho: recuperamos o controle do Monte do Templo", disse Ben-Gvir hoje, coincidindo com a celebração do chamado Dia de Jerusalém.
Nesta jornada, milhares de israelenses radicais - em sua maioria adolescentes e muitos deles colonos da Cisjordânia - costumam comemorar a conquista militar de Jerusalém Oriental na Guerra de 1967 com cânticos anti-árabes e uma marcha que atravessa a Cidade Velha de Jerusalém. Não é raro que a data seja marcada por violência.
"Hoje, mais do que nunca, o Monte do Templo está em nossas mãos! O Dia de Jerusalém é um dia de paz e segurança", acrescentou Ben-Gvir, ele próprio um colono, em publicação compartilhada em sua conta na rede social X.
Os israelenses chamam de Monte do Templo o que os palestinos denominam Esplanada das Mesquitas, onde se encontra a mesquita de Al-Aqsa, o terceiro lugar mais sagrado para os muçulmanos depois de Medina e Meca.
Para os judeus, este é também o lugar mais sagrado do judaísmo, pois defendem que, antes da mesquita, o local abrigou o Primeiro Templo, construído por Salomão, e o Segundo Templo (destruído pelos romanos). No entanto, de acordo com as normas religiosas, apenas alguns rabinos podem orar ali.
Nas últimas décadas, em paralelo à ascensão do sionismo religioso simbolizado por Ben-Gvir, cada vez mais rabinos instam os fiéis a entrarem na Esplanada para rezar, violando o "statu quo" estabelecido por Israel com a Jordânia em 1967, segundo o qual apenas os muçulmanos podem orar no recinto.
No ano passado, Ben Gvir já havia realizado uma oração pública na Esplanada das Mesquitas, no que foi visto como um ato de provocação pública. Na ocasião, Ben Gvir ainda sugeriu que Gaza seja integralmente ocupada por Israel.
Tomado como uma provocação pelo mundo muçulmano, o movimento violou um acordo histórico que proíbe orações judaicas no local e desencadeou condenações de diversos países da região.
jps (EFE)
Irã acusa EAU de participarem ativamente da guerra
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, acusou nesta quinta-feira (14/05) os Emirados Árabes Unidos de desempenharem um papel ativo na guerra dos Estados Unidos e de Israel contra seu país.
"Os Emirados Árabes Unidos são um parceiro ativo nessa agressão, e não há nenhuma dúvida sobre isso", disse Araghchi em uma publicação no Telegram, enquanto participava de uma cúpula do Brics na Índia.
Araghchi também fez referência ao que Israel descreveu como uma reunião secreta realizada nos Emirados Árabes Unidos, no auge da guerra, entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o presidente dos Emirados, Mohammed bin Zayed Al Nahyan.
Apesar de divulgada oficialmente pelo gabinete de Netanyahu, o governo emiradense negou que o encontro tenha ocorrido.
"Devo dizer que os Emirados Árabes Unidos estiveram diretamente envolvidos no ato de agressão contra o meu país. Quando essa agressão começou, eles sequer se dispuseram a condená-la", afirmou Araghchi.
"Também ficou claro que eles participaram desses ataques e podem até ter agido diretamente contra nós", acrescentou.
Relações tensas desde o início da guerra
As relações entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos estão tensas desde 28 de fevereiro, quando ataques dos Estados Unidos e de Israel desencadearam ofensivas retaliatórias iranianas contra Israel e aliados americanos no Golfo, incluindo os Emirados.
Os Emirados Árabes Unidos afirmam que suas relações com Israel operam no âmbito dos Acordos de Abraão de 2020, que normalizou a diplomacia entre os países.
O Irã tem acusado repetidamente os países do Golfo de permitirem que forças americanas realizem ataques a partir de seus territórios.
As nações do Golfo têm negado reiteradamente as acusações, afirmando, ainda antes do conflito, que não permitiriam o uso de seu território ou espaço aéreo para atacar o Irã.
A televisão estatal iraniana exibiu analistas que alegam envolvimento dos Emirados Árabes Unidos nos ataques contra o Irã.
No início deste mês, os Emirados culparam o Irã por um ataque com drone a uma instalação de energia no emirado oriental de Fujairah, acusação que o Irã negou.
gq (AFP, Reuters)
Navio ancorado nos EAU foi apreendido, diz Reino Unido
Um navio ancorado ao largo da costa leste dos Emirados Árabes Unidos foi apreendido e segue em direção às águas iranianas, informou nesta quinta‑feira (14/05) o Exército do Reino Unido.
O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) disse ter recebido relatos de que a embarcação foi tomada por pessoas não autorizadas enquanto estava ancorada a 70 quilômetros a nordeste do porto de Fujairah, nos EAU, próximo ao Estreito de Ormuz. .
Fujairah é um importante terminal de exportação de petróleo e o principal porto dos EAU fora do Golfo Pérsico. A região tem sido repetidamente atacada durante a guerra com o Irã. Ainda não está clara a bandeira da embarcação.
Narrativas sobre reunião secreta de Netanyahu ampliam tensão
A apreensão ocorreu enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reunia com o líder chinês, Xi Jinping, durante uma visita a Pequim.
O incidente também acontece horas depois de Israel afirmar que o primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu havia visitado secretamente os EAU no auge da guerra com o Irã. O governo emiradense, porém, negou que a visita secreta tenha ocorrido.
O país do Golfo normalizou relações com Israel em 2020. O Irã criticou esse acordo e, ao longo dos anos, sugeriu repetidamente que Israel mantém presença militar e de inteligência nos EAU.
Também nesta quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, acusou os Emirados Árabes Unidos de desempenharem um papel ativo na guerra dos EUA e de Israel contra seu país.
"Os Emirados Árabes Unidos são um parceiro ativo nessa agressão, e não há nenhuma dúvida sobre isso", disse Araghchi em uma publicação no Telegram, enquanto participava de uma cúpula do Brics na Índia.
gq (AP, AFP)
Trump e Xi concordam que Estreito de Ormuz "deve permanecer aberto"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping concordaram nesta quinta-feira (14/05) que o Estreito de Ormuz "deve permanecer aberto", informou a Casa Branca após a reunião dos dois líderes em Pequim.
O Irã tem bloqueado em grande parte a navegação pela via marítima, por onde normalmente passa um quinto do petróleo e do gás natural do mundo, desde o início da guerra com os Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro.
"As duas partes concordaram que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto para apoiar o livre fluxo de energia", afirmou a Casa Branca.
De acordo com a Casa Branca, Xi manifestou interesse em comprar mais petróleo americano para reduzir, no futuro, sua dependência em relação ao estreito.
O comunicado divulgado por Pequim sobre o encontro, porém, não mencionou qualquer interesse desse tipo.
Irã permite passagem de navios chineses
O Irã começou a permitir que alguns navios chineses transitem pelo Estreito de Ormuz após um entendimento sobre os protocolos iranianos de gestão da via marítima, informou nesta quinta-feira a agência de notícias iraniana Fars.
A China é diretamente afetada pelo fluxo no Estreito de Ormuz. Mais da metade do petróleo bruto importado por via marítima por Pequim vem do Oriente Médio e transita principalmente pelo estreito, segundo a empresa de análise marítima Kpler.
gq (AFP)
Emirados Árabes Unidos negam visita de Netanyahu durante auge da guerra
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) negaram nesta quinta-feira (14/05) relatos de que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tenha visitado secretamente o país após os Estados Unidos e Israel lançarem ataques contra o Irã.
O próprio gabinete de Netanyahu afirmara na quarta-feira que ele havia visitado os EAU durante as atuais hostilidades com o Irã e que teria sido recebido pelo presidente Mohamed bin Zayed. O governo israelense afirmou que a passagem "levou a um avanço histórico nas relações entre Israel e os Emirados Árabes Unidos".
O Ministério das Relações Exteriores dos EAU, porém, rejeitou a afirmação israelense em um comunicado publicado nesta quinta-feira, negando também que qualquer delegação militar tenha sido recebida.
Segundo a pasta, "quaisquer alegações sobre visitas não anunciadas ou acordos não divulgados são totalmente infundadas, a menos que sejam oficialmente anunciadas pelas autoridades competentes dos EAU".
O ministério acrescentou que as relações com Israel operam no âmbito dos Acordos de Abraão de 2020 e não se baseiam em entendimentos informais ou opacos. O pacto celebrado há seis anos normalizou relações entre Israel e vários Estados árabes, incluindo os Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos e Sudão.
Irã diz que cooperação é "imperdoável"
O Irã criticou duramente a suposta visita. A emissora estatal IRIB informou que Teerã havia sido informada pelo chanceler Abbas Araghchi sobre a viagem "no auge do confronto militar".
Araghchi, que está atualmente na Índia, descreveu a cooperação entre os Emirados Árabes Unidos e Israel como "imperdoável".
gq (DPA)