1. Ir para o conteúdo
  2. Ir para o menu principal
  3. Ver mais sites da DW

"Moçambique cada vez mais inseguro para jornalistas"

7 de fevereiro de 2026

Após atentado contra jornalista da STV, Carlitos Cadangue, Comité para a Proteção de Jornalistas (CPJ), com sede em Nova Iorque, afirma que Moçambique é um país cada vez "mais inseguro" para jornalistas.

https://p.dw.com/p/58H5n
Comité para Proteção de Jornalistas
CPJ afirma que ataque contra Cadangue é um lembrete assustador de que Moçambique está a tornar-se cada vez mais inseguro para jornalistasFoto: CPJ

O Comité para a Proteção de Jornalistas (CPJ), organização internacional com sede em Nova Iorque, alertou este sábado que Moçambique é um país cada vez "mais inseguro" para jornalistas, após o atentado contra um profissional do canal privado STV.

"O ataque contra Carlitos Cadangue e seu filho é um lembrete assustador de que Moçambique está a tornar-se cada vez mais inseguro para jornalistas", disse Muthoki Mumo, coordenador do Programa do Comité para Proteção de Jornalistas para África, citado numa nota divulgada pela organização sem fins lucrativos.

O jornalista Carlitos Cadangue, correspondente da STV em Chimoio, capital provincial de Manica, foi vítima de um atentado à mão armada na noite da última quarta-feira (04.02). 

O atentado ocorreu no bairro de Trangapasse, nos arredores da cidade de Chimoio, quando indivíduos desconhecidos e encapuzados abriram fogo contra a viatura e colocaram-se em fuga. A viatura em que seguia foi atingida por vários disparos no momento em que chegava à sua residência.

"Queriam matar-me": Jornalista da STV relata ataque armado

Trauma

Cadangue contou à DW que sentiu pânico, e ficou traumatizado porque levava o seu filho no carro. Em entrevista, relatou que "a família passou a noite em branco porque não sabia se aquelas pessoas podiam regressar para terminar a sua missão."

O jornalista disse ter a certeza de que o ataque tinha motivações com o seu trabalho relacionado às reportagens sobre mineração na província de Manica, relatando os impactos dessa atividade.

Foi a partir das reportagens, segundo ele, que o Governo suspendeu a atividade mineira no final de setembro de 2025. Recentemente, porém, as autoridades levantaram a suspensão para alguns operadores cumpridores das recomendações de preservação ambiental.

A Polícia diz não ter informações sobre os criminosos. Várias organizações de media nacionais condenaram o atentado e a Presidência da República que exigiu, em comunicado, "o esclarecimento deste atentado".

Em Manica jornalistas marcharam, este sábado, em repúdio ao atentado contra Carlitos Cadangue, numa marcha organizada pelo Sindicato Nacional de Jornalistas naquela província, que exige a protecção dos profissionais.

Saltar a secção Mais sobre este tema